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Adeus, você vai

Cátulo Castillo

Adiós te vas

Hoy que regresas,
tu silbato y el invierno
llama con voces sigilosas al ayer,
tendré encendida la luz de tu recuerdo
y desde el último andén te llamaré.
¡Bajate aquí!... bebe esta copa de ternura
que entre tu ausencia y mi locura corre el tren.

Corre el tren peregrino,
por el viejo camino,
más allá del dolor,
más allá de tu amor,
más allá del destino.
Corre el tren peregrino
por el largo camino,
y en un sueño lejano
vendrás a mi mano
llenando el andén.

Será lo mismo, puede ser, pero en las cosas
hay una triste sensación de no sé qué.
Las mismas lluvias de ayer, no dan más rosas.
Los mismos cielos de ayer, no dan más fe.
¡Adiós... te vas!... Queda el saludo del pañuelo
con que agitabas tu desvelo, desde el tren.

Adeus, você vai

Hoje que você volta,
seu apito e o inverno
chamam com vozes silenciosas o passado,
vou manter acesa a luz da sua lembrança
e desde o último trem eu vou te chamar.
Desça aqui!... beba essa taça de ternura
que entre sua ausência e minha loucura o trem passa.

O trem peregrino corre,
pelo velho caminho,
mais além da dor,
mais além do seu amor,
mais além do destino.
O trem peregrino corre
pelo longo caminho,
e em um sonho distante
você virá à minha mão
preenchendo a plataforma.

Vai ser a mesma coisa, pode ser, mas nas coisas
há uma triste sensação de não sei o quê.
As mesmas chuvas de ontem não dão mais rosas.
Os mesmos céus de ontem não dão mais fé.
Adeus... você vai!... Fica a saudação do lenço
com que você acenava sua inquietação, do trem.

Composição: Cátulo Castillo - Egidio Pittaluga