395px

Farinha

Cátulo Castillo

Harina

Con la fina serpentina
que estirás,
me lastima
tú compás...
Esquina azul de hace mucho.
Harina de mis amores,
stud de viejos colores,
vecina que no olvidé...
Yo no sé dónde se fue
tu ingratitud,
por qué pistas, ni a qué stud...

Te acordás que con Old Man,
mi pobre afán
levantó un galope
y en las patas de Macón,
mi corazón
levantaba al tope...
Vieja seña de carmín
sobre el disco del dolor
que crucé con Polvorín.
Y al fin,
la distancia del olvido,
cuando mi oro fue vencido
por el tiempo ganador..
Hoy tu fina ser entina,

Hoy tu fina serpentina,
bandoneón,
me lastima
con razón...
Harina gris de la vida
que fue manchando mis sienes.
Dejé en la arena mis bienes
y el tiempo me hizo aprender.
Cuanto tuve del ayer me traicionó.
Todo. Pero el tango no.

Farinha

Com a fina serpentina
que você estica,
me machuca
tua batida...
Esquina azul de muito tempo atrás.
Farinha dos meus amores,
stud de velhas cores,
vizinha que não esqueci...
Eu não sei pra onde foi
tu ingratidão,
por quais pistas, nem a que stud...

Você se lembra que com Old Man,
meu pobre esforço
levantou um galope
e nas patas de Macón,
meu coração
subia até o topo...
Velha marca de carmim
sobre o disco da dor
que cruzei com Polvorín.
E no fim,
a distância do esquecimento,
quando meu ouro foi vencido
pelo tempo vencedor...
Hoje tua fina serpentina,

Hoje tua fina serpentina,
bandoneón,
me machuca
com razão...
Farinha cinza da vida
que foi manchando minhas têmporas.
Deixei na areia meus bens
e o tempo me fez aprender.
Quanto tive do ontem me traiu.
Tudo. Mas o tango não.

Composição: