MAYO
Ando por el mundo como si fuera mío
Me siento como en casa en mi libre albedrío
No es raro que ande envuelto metido en algún lío
Charles Gambino hijo de puta s hilando más fino
Medito sobre ritmos que Domino
76, 79 bpm los que oscilos
Ni gramos ni kilos ni culos divinos
Silencioso y líder como Pirlo perfilo
Sobre una peli del Milok
Con el N en el sonido
Como el Digote 5 o 6 te apilo
Me es más rapero más la bacilo
Un hijo de puta desde recién nacido
Conocí la muerte y suerte que no pasó cabida
Si no estaba rapeando 10, 000 años arriba
No creo que nada de esto sea culpa mía
Ni siquiera lo malo que en mi rolo anida
Se me va los días, las horas la vida
Las excusas de siempre la misma noche vacía
Conocí el hambre y se hacen los que no sabían
Tengo familiares que no saben que estoy vivo todavía
Igual ni cabida si siempre estuve en la mía
El mundo fue y será una porquería
MAIO
Ando pelo mundo como se fosse meu
Me sinto em casa no meu livre arbítrio
Não é raro eu me meter em algum rolo
Charles Gambino, filho da puta, afunilando fino
Medito sobre ritmos que domino
76, 79 bpm, os que eu oscilo
Nem gramas, nem quilos, nem bundas divinas
Silencioso e líder como Pirlo, eu perfilo
Sobre um filme do Milok
Com o N no som
Como o Digote, 5 ou 6, eu empilho
Me sinto mais rapper, mais eu deslizo
Um filho da puta desde que nasci
Conheci a morte e ainda bem que não rolou
Se não, estaria rimando há 10 mil anos, eu acho
Não creio que nada disso seja culpa minha
Nem mesmo o ruim que em mim se aninha
Os dias vão passando, as horas, a vida
As mesmas desculpas, a mesma noite vazia
Conheci a fome e fazem de conta que não sabiam
Tenho familiares que não sabem que ainda estou vivo
Mas nem ligo, sempre estive na minha
O mundo foi e sempre será uma porcaria