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Obras e Omissões

Claudio Baglioni

Opere e omissioni

Era uno specchio o un'eco od un riflesso di un'assenza
io sono un vecchio ed uno spreco io con gli occhiali io senza...

- Tra opere e omissioni...

Io sono il giocatore - che vita ho fatto mai
che punta ancora un altro inganno - con tutte le attenzioni sul panno usato del dolore - che non ho avuto mai per vincere il suo danno - che non ho dato mai...

Questo mare sale dentro me
mentre io preparo il tè...

Ma io chi sono stato samaritano o pigliatutto
in questo ballo mascherato dove il costume è tutto...

- Tra opere e omissioni...

Sono un sopravvissuto - di questa vita ormai
fra storie naufraghe e gingilli - con tutte le occasioni
un cuore muto di velluto - che non ho colto mai
per appuntare spilli - che non ho tolto mai...

Questo mare sale dentro me mentre io preparo il tè - che non ho preso mai... Questo tempo danza dentro me dentro questa stanza che - che non ho chiuso mai
centro è del mio tempio a te...

Tra i cattivi o tra i buoni quel biglietto bisogna estrarre
chiuso in bussolotti di milioni di opere e omissioni...
le mie chitarre prigioni con le corde che sono sbarre
e le pene sono le canzoni che da solo suoni e per chi...

Questo mare sale dentro me
mentre io preparo il tè - che non ho offerto mai...
Questo tempo danza dentro me
dentro questa stanza che - che non ho aperto mai
centro è del mio tempio a te...

Così mi accorgo che il tempo è come l'aria
che esiste proprio quando manca come un artista d'arte varia che sul finale arranca...

- Tra opere e omissioni...

Era uno specchio o un'eco - di molta vita ormai
o il balbettio di una coscienza - con tutte le ammissioni e siamo in due ed un muro cieco - che non ho fatto mai io con gli occhiali io senza...

Obras e Omissões

Era um espelho ou um eco ou um reflexo de uma ausência
sou um velho e um desperdício, eu com os óculos, eu sem...

- Entre obras e omissões...

Eu sou o jogador - que vida eu tive até agora
que ainda aposta em mais uma ilusão - com toda a atenção na superfície usada da dor - que eu nunca tive pra vencer seu dano - que eu nunca causei...

Esse mar sobe dentro de mim
enquanto eu preparo o chá...

Mas quem eu fui, samaritano ou aproveitador
neste baile mascarado onde a fantasia é tudo...

- Entre obras e omissões...

Sou um sobrevivente - desta vida já
entre histórias naufragadas e trinkets - com todas as oportunidades
um coração mudo de veludo - que eu nunca percebi
pra alfinetar espinhos - que eu nunca tirei...

Esse mar sobe dentro de mim enquanto eu preparo o chá - que eu nunca tomei... Esse tempo dança dentro de mim dentro deste quarto que - que eu nunca fechei
centro é do meu templo a você...

Entre os maus ou entre os bons, aquele bilhete precisa ser sorteado
fechado em caixinhas de milhões de obras e omissões...
minhas guitarras são prisões com cordas que são barras
e as penas são as canções que sozinho toco e pra quem...

Esse mar sobe dentro de mim
enquanto eu preparo o chá - que eu nunca ofereci...
Esse tempo dança dentro de mim
dentro deste quarto que - que eu nunca abri
centro é do meu templo a você...

Assim percebo que o tempo é como o ar
que existe exatamente quando falta, como um artista de arte variada que no final se arrasta...

- Entre obras e omissões...

Era um espelho ou um eco - de muita vida já
ou o balbuciar de uma consciência - com todas as admissões e somos dois e uma parede cega - que eu nunca fiz, eu com os óculos, eu sem...

Composição: Claudio Baglioni