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É Agora

Cláudio Fontenelle

As sombras nos disseram para calar
Que o tempo era areia difícil de segurar

De cada porta fechada
A gente ouviu a força da madrugada
Não é sobre o muro que tenta a madrugada

Não é sobre o muro que tentaram erguer
É sobre a visão que eles não podem ver

Brasil, o grito agora é de vidro
Que estilhaça mentira, que queima o perigo
Nossas mãos se entrelaçam no asfalto quente
O futuro é o suor de toda essa gente
A justiça que acorda é o passo no chão
A voz da verdade na palma da mão

O mapa mudou, não aceitamos
O espelho que nos mostrava
Um mundo cansado e vermelho
Cansado e vermelho

A transparência ao fogo que limpa o caminho
Ninguém faz a história, se sente sozinho
Unidos num pulso que o medo não cala
Somos a ponte, o povo a falar

Brasil, o grito agora é de vidro
Que estilhaça mentira, que queima o perigo
Nossas mãos se entrelaçam no asfalto quente
O futuro é o suor de toda essa gente
A justiça que acorda é o passo no chão
A voz da verdade na palma da mão

É agora
É agora, é por nós
É por nós uma só alma, uma só voz

Brasil, o grito agora é de vidro
A voz da verdade na palma da mão, sempre

Composição: Claudio Fontenelle