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O Rastro Desse Amor

Cláudio Fontenelle

O calendário desenha o silêncio no corredor
É, o calendário guarda o rastro desse amor

Cláudio, guarda o tempo em cada tom
Sigo a batida no meu peito sem violão

Duas janelas fechadas que eu visito em sonho
Duas vidas distantes, mas que eu nunca abandono

Onde a saudade é o único idioma que eu conheço
Onde a espera é o meu eterno recomeço

Minhas meninas, o lá vivem em mim
O lá viva em mim
Um elo de aço que nunca terá fim

Não importa a neblina, nem o mar de sal
Este amor de Cláudio é visceral

É visceral, é visceral
As fotos
Emolduradas no centro da sala

No centro da sala contam histórias que
A garganta cala
Guardo a infância em

Cada grão de areia, cada grão de areia
Uma corrente invisível que nos rodeia

O silêncio do café da manhã me ensina
A esperar
Oh, oh
Mas é no bater do pulso

Sinto o seu lugar
Não é um adeus, é só um
Longo desvio
Cláudio é a ponte sobre o rio

Ah, minhas meninas, o lá vive em mim
O lá viva em mim
Um elo de aço que nunca terá fim

Não importa a neblina, nem o mar de sal
Este amor de Cláudio é visceral

É visceral, é visceral, ouça bem o ar que eu
Respiro
O meu nome é fogo

Cláudio, vivem com a batida do seu peito
O som da nossa casa
Eu sou seu alicerce

Não importa quão longe uma fadiga, pular o som
É uma frequência, é o meu nome sempre aqui

Cláudio

Composição: Claudio Fontenelle