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Sertão no Meu Peito

Cláudio Fontenelle

Poeira nas botas e o cheiro da chuva
Um coração selvagem, nenhuma cerca pode acorrentar
Das estradas de terra vermelha às luzes do estádio
Estamos perseguindo o calor pelas noites de pleno verão

Nordeste na minha alma e um sonho na minha mão
Caminhando por esta terra, a última da terra, a última da terra
Guerreiro do asfalto, peão do destino
O suor do trabalho é o meu hino

No peito a coragem, no punho a fé
O povo Nordestino sempre de pé
A poeira subindo, o berrante a chamar
Na arena da vida eu vou batalhar, na arena da vida eu vou batalhar
Eu vou batalhar

É São João, o fogo vai queimar
O sotaque do mundo a nos guiar
Nesse piseiro, a gente se encontra
O suor da luta, a gente apronta

Inglês, Português, não importa a língua
A canção do sertão é finalmente cantada
Sim, a canção do sertão é finalmente cantada

Minha vida é o galope, meu peito é o tambor
No Nordeste, a luta tem cheiro de flor

Lutador e guerreiro do Sol e do vento, guardando a bravura em cada momento
Povo que não para, que faz o amanhã
Sob a luz da fogueira de São Sebastião, sob a luz da fogueira de São Sebastião

É São João, o fogo vai queimar
O sotaque do mundo a nos guiar
Nesse piseiro, a gente se encontra
O suor da luta, a gente apronta

Inglês, Português, não importa a língua
Uma música do sertão é finalmente cantado
Sim, a música do sertão é finalmente cantado

Viva São João, deixe a noite perfeita começar
O Nordeste é o meu lugar

Composição: Claudio Fontenelle