395px

Indiferença (b)

Claudio Frollo

Indiferencia (b)

Cuando sepas como soy y comprendas la verdad
tu fingida indiferencia cambiará.
Me da lástima por vos y por mí, más te diré,
aunque quieras que te deje, no podré.
Al abrigarte entre mis brazos voluptuosos
y murmurarte las palabras del amor,
veo en tu alma renovarse la novela
de la locuela Manón Lescaut.

Escuchame Manón y déjate querer,
aleja la tenaz preocupación del hombre aquel.
Es nuestro el porvenir, lo dice tu mirar,
las esperanzas de amar no han muerto en ti.

Mi constancia y mi fervor lucharán con tu desdén
y por obra del cariño triunfaré.
Yo te juro por mi honor, y no en vano he de jurar,
no podrás ser nunca de otro, ni serás.
Cuando me acercas la ondulada melenita
y me tortura la insistencia de tu voz,
la luz extraña que reflejan tus pupilas,
me están diciendo todo tu amor.

Indiferença (b)

Quando você souber como sou e entender a verdade
sua fingida indiferença vai mudar.
Sinto pena de você e de mim, mas vou te dizer,
mesmo que você queira que eu te deixe, não vou conseguir.
Ao te abraçar entre meus braços voluptuosos
e sussurrar as palavras do amor,
vejo na sua alma se renovar a novela
da locada Manón Lescaut.

Escute-me, Manón, e deixe-se amar,
dissipe a preocupação insistente daquele homem.
O futuro é nosso, seu olhar diz isso,
as esperanças de amar não morreram em você.

Minha constância e meu fervor vão lutar contra seu desprezo
e, por causa do carinho, eu vou triunfar.
Eu te juro pelo meu honor, e não é em vão que juro,
você nunca poderá ser de outro, nem será.
Quando você aproxima sua ondulada cabeleira
e a insistência da sua voz me tortura,
a luz estranha que reflete suas pupilas,
está me dizendo todo o seu amor.

Composição: Claudio Frollo / Francisco Pracánico