Spazzacamino
Quando in ogni paesello
l'inverno viene
e la neve il suo mantello
vi distende pian piano.
Abbracciando il mio fardello
di cenci e pene,
sospirando un ritornello,
me ne vado lontan.
Come rondine vò,
senza un nido né raggio di sol,
per ignoto destino,
il mio nome è lo spazzacamino.
Della mamma non ho
la carezza più tenera e lieve,
i suoi baci non so,
la mia mamma è soltanto la neve.
È Natale, non badare
spazzacamino,
ogni bimbo ha un focolare
e un balocco vicino.
Io m'accosto per giocare
quando un bambino
mi dà un urto: "Non toccare,
va a spazzare il camin".
Tu mi scacci lo so
perché il volto più bianco non ho,
ma lo spazzacamino
tiene un cuor come ogni altro bambino.
Se possiedi il tesor di un lettuccio
ben soffice e lieve,
io mi sento un signor
quando sogno in un letto di neve.
Ed è questo il destin
di noi poveri spazzacamin!
O Ladrão de Chaminé
Quando em cada vilarejo
o inverno chega
e a neve seu manto
dispõe devagar.
Abraçando meu fardo
de trapos e penas,
suspirando um refrão,
me vou longe, sem par.
Como andorinha vou,
sans ninho nem raio de sol,
por destino incerto,
meu nome é o ladrão de chaminé.
Da mamãe não tenho
a carícia mais suave e leve,
s seus beijos não sei,
minha mãe é só a neve.
É Natal, não liga,
ladrão de chaminé,
toda criança tem um lar
e um brinquedo por perto.
Eu me aproximo pra brincar
quando uma criança
me dá um empurrão: "Não toca,
vai limpar a chaminé".
Você me afasta, eu sei
porque meu rosto não é tão branco,
mas o ladrão de chaminé
tem um coração como qualquer outro menino.
Se você tem o tesouro de um leito
bem macio e leve,
eu me sinto um senhor
quando sonho em uma cama de neve.
E é esse o destino
dos pobres ladrões de chaminé!