Mi Pobre Vida de Estancia
un montoncito de brasas
entibian mis esperanzas
en el rigor del invierno
van acortando distancias
se deshilachan los días
y van creciendo las hancias
los años se van sin vueltas
mi pobre vida de estancia
y llegan como bandadas
recuerdos de aquella infancia
guiso carrero, asados
retornan en la distancia
en esa vieja matera
fantasma y aparecidos
rodeos, yerras, pialadas
vivencias de sucedidos
domingo boliche y caña
guitarreada, alguna cuadrera
olvidando los pesares
con mi acordeon verdulera
se han consumido las brasas
cenizas las esperanzas
y se ha pasado la vida
mi pobre vide de estancia
Minha Pobre Vida de Fazenda
um montão de brasas
aquecem minhas esperanças
no rigor do inverno
vão encurtando distâncias
os dias vão se desfiando
e vão crescendo as saudades
os anos passam sem volta
minha pobre vida de fazenda
e chegam como bandos
lembranças daquela infância
prato de carreteiro, assados
retornam na distância
naquela velha chaleira
fantasmas e aparecidos
rodeios, erros, laçadas
vivências do que aconteceu
domingo, bar e cana
violada, alguma corrida
esquecendo as tristezas
com meu acordeão de feira
as brasas se consumiram
cinzas as esperanças
e a vida passou
minha pobre vida de fazenda