Estado terminal, as veias secam
Esgotado o combustível
Nenhuma reação, nenhuma palavra
Suspenso, iconoclasta
Fatal
Uma mentira, um conceito
Uma desilusão
O que é preciso? Necessário?
Imperativo? Uma solução
Os meios justificam os fins
Na máxima condição humana
Um ciclo odioso que tem fome
De corpos e ideologias
Se o mal necessário
Extingue a chama da vida
Então a mente que o busca já se corrompeu
Nasce uma falha, um movimento
Perpétuo
Uma insolência
Um Deus
Culturas e guerras
Por dinheiro, por poder
Deturparam a ideia de si
O molde replicado
Preenchido com o sentimento
De humilhação
Envenenando
Sua prole pária
Contaminada
Os vermes que consomem este corpo
Não deixam ossos sobrar
A salvação de toda a raça que encontra suas respostas
Uma crença catastrófica ensina desprezo
Em línguas que atacam pra poder matar
Gritos de pecados que ecoam silêncio
Múrmuros solitários
Soluçam desespero
O vírus se instala no sistema nervoso
O flautista em suas notas te ordena a dançar