Crise auto imposta pela ordem de anarquia
Atirado por veias vivas manchando o seu espaço
Ao nada pertencente, vida sobressalente
Um infinito de corpos alimentando a máquina
Executar a ordem e destripar o progresso
Aplausos sorrisos falsos bomba atômica, o ego
Chuva radioativa fertiliza a paisagem
Suicídio coletivo à sua própria imagem
Perdoe esta alma pois seu corpo está podre
Acesso não permitido, energia sem valor
Parido primogênito instinto irracional
Escraviza seus irmãos batiza a sociedade
A vontade é o disfarce que consome uma memória
Terminações nervosas em êxtase extenuante
Reviram se os olhos mediante a façanha
Delírio coletivo à sua própria carne
O começo do final é o arrebatamento
Marchando em direção ao prazer proibido
Elétrica euforia, fazer parte da vingança
Acrescente o sentido no livro da insanidade
Não posso correr daquilo que nunca se moveu
Não posso gritar para ouvidos perfurados
Não posso sentir na pele o fogo que se apaga
Não posso me permitir a ser menos do que se espera
Estrutura que se espalha condiciona a coexistência
Uma linha que se cruza é um caminho sem futuro
O amanhã que não existe ganha força e se contempla
Obituário antiquado que incorpora um sentido
Suicídio coletivo à sua própria imagem
Delírio coletivo à sua própria carne
Suicídio coletivo à sua própria imagem
Delírio coletivo à sua própria existência