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Eu Sou O Aço

Country Noir

Bati em portas que nunca abriram pra mim
Construí castelos que o tempo trouxe o fim
Vendi meu tempo por moedas de desdém
Tentei ser o reflexo do orgulho de alguém
Mas o espelho quebrou e a imagem sumiu
E o homem que eu era, o frio consumiu

Não me chame de fraco por eu não reagir
O leão não se vira pro cão que o quer ferir
Eu cavei minha cova e saí de lá vivo
O que era castigo virou meu motivo
Hoje eu não corro, eu apenas caminho
O rei da estrada que faz seu destino sozinho

A aprovação é o veneno que eu não bebo mais
O que ficou pra trás, ficou em paz

Eu sei o meu valor e ele não tem preço
Não busco o seu rosto, eu nem te conheço
Sou o dono da sombra, o senhor do deserto
Onde o mundo falha, eu sigo no certo
Não vivo de migalhas, não vivo de sorte
O que não me dobrou, me fez muito mais forte

Podem apontar, podem tentar me apagar
O fogo que eu carrego ninguém vai apagar
A solidão não é falta, é a minha armadura
A minha verdade é a minha cura

Eu sei o meu valor e ele não tem preço
Não busco o seu rosto, eu nem te conheço
Sou o dono da sombra, o senhor do deserto
Onde o mundo falha, eu sigo no certo

Eu sou o aço
Eu sou o vento
Eu sou o dono do meu próprio tempo

O canal mudou
A frequência é outra
(Sussurro profundo)
Eu sei quem eu sou
(Nota final de piano curta e seca)

Composição: Wilton Matos