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No VLT do Rio

Criogenia Musical

E não é que o transporte me levou pro passado?
Alguém que há muito tempo já viveu do meu lado
Não era o mesmo brilho, encostada à janela
Só o crachá no peito me mostrou que era ela

Eu vi no seu semblante um peso que antes não tinha
Não era a pessoa que eu chamava de minha
Na mão um copo d’água e um medicamento
Na face demonstrava estar num mau momento

No VLT do Rio, te revi sem querer
Distante, tão difícil de reconhecer
Fiquei paralisado, sem poder lhe dizer
Que a vida seja leve, e você volte a viver

No VLT do Rio, te revi sem querer
Distante, tão difícil de reconhecer
Fiquei paralisado, sem poder lhe dizer
Que a vida seja leve, e você volte a viver

Passado nos uniu, presente nos calou
Eu quis falar teu nome, algo não deixou
Não tive alegria, nem sequer saudade
Apenas compaixão e muita piedade

Se o tempo foi cruel, que reste a esperança
Que o amanhã te abrace, te devolva a bonança
Eu sigo meu caminho, guardo na lembrança
Sua felicidade e o olhar de criança

No VLT do Rio, te revi sem querer
Distante, tão difícil de reconhecer
Fiquei paralisado, sem poder lhe dizer
Que a vida seja leve, e você volte a viver

No VLT do Rio, te revi sem querer
Distante, tão difícil de reconhecer
Fiquei paralisado, sem poder lhe dizer
Que a vida seja leve, e você volte a viver

Passado nos uniu, presente nos calou
Eu quis falar teu nome, algo não deixou
Não tive alegria, nem sequer saudade
Apenas compaixão e muita piedade

Se o tempo foi cruel, que reste a esperança
Que o amanhã te abrace, te devolva a bonança
Eu sigo meu caminho, guardo na lembrança
Sua felicidade e o olhar de criança

No VLT do Rio, te revi sem querer
Distante, tão difícil de reconhecer
Fiquei paralisado, sem poder lhe dizer
Que a vida seja leve, e você volte a viver

No VLT do Rio, te revi sem querer
Distante, tão difícil de reconhecer
Fiquei paralisado, sem poder lhe dizer
Que a vida seja leve, e você volte a viver

Composição: Albert Sobral