395px

Ninho

Cristina Donà

Nido

Resto tra gli alberi
verso l'interno
lontana dagli altri
con una rosa al polso
ci sono luoghi muti, luoghi fermi
dove annusi lo spazio eterno
io sono un nido sui rami d'inverno

sono visibile
chiaro e pulsante
un cuore esposto
sono una gioia infinita e urlante
sono un brivido esteso all'universo
che rimane fermo
sono un nido sui rami d'inverno

percepisco le foglie cadere
toccare il terreno
guardo i fumi bianchi densi come il marmo
sospesi nel buio

resto tra gli alberi
di un'altra stagione
seguo i movimenti celesti dietro ai segnali
di ali aperte che spostano l'aria in cielo

nei giorni di freddo
la luce attraversa i campi
niente è nascosto
solo linee precise su fondi bianchi
io conto le piume rimaste
che fanno di me un ventre materno
sono un nido sui rami d'inverno

percepisco le foglie cadere
toccare il terreno
guardo i fumi bianchi densi come il marmo
sospesi nel buio

Ninho

Resto entre as árvores
indo pra dentro
longe dos outros
com uma rosa no pulso
existem lugares mudos, lugares parados
donde você sente o espaço eterno
eu sou um ninho nos galhos do inverno

sou visível
claro e pulsante
um coração exposto
sou uma alegria infinita e gritante
sou um arrepio que se estende pelo universo
que permanece parado
sou um ninho nos galhos do inverno

percebo as folhas caindo
tocando o chão
vejo as fumaças brancas densas como mármore
suspensas na escuridão

fico entre as árvores
de outra estação
sigo os movimentos celestiais atrás dos sinais
de asas abertas que movem o ar no céu

nos dias frios
a luz atravessa os campos
nada está escondido
só linhas precisas em fundos brancos
eu conto as penas que sobraram
que fazem de mim um ventre materno
sou um ninho nos galhos do inverno

percebo as folhas caindo
tocando o chão
vejo as fumaças brancas densas como mármore
suspensas na escuridão