104 Aduana
104 lento y cansado
De la Aduana hasta el Puente Carrasco
Viejo Leyland gris y oxidado
Cuanta historia en tus asientos rayados.
Lunes por la mañana
El ritual de una espera que mata
Sos la musa de mis puteadas
Dame vida no me dejes a pata.
Ven por mi, por favor
No te hagas rogar
Que estoy llegando tarde.
Muchos viajan con walkman
Con video-clip de mar al fondo
Casi que ni se enteran
Las noticias que comentan afuera.
104 no me hagas daño
Bocanadas de hollín vas largando
Suben pungas, charangos y quenas
Y en la radio al mango bomba y plena.
Ven por mi, por favor
No te hagas rogar
Que estoy llegando tarde.
Ven por mi, de una vez
No me hagas calentar
Que estoy llegando tarde.
Pasan, pasan D1 y vos ni picás
Pasan y pasan D1 y nunca pintás.
104 Aduana
104 lento e cansado
Da Aduana até a Ponte Carrasco
Velho Leyland cinza e enferrujado
Quanta história nos teus bancos arranhados.
Segunda de manhã
O ritual de uma espera que mata
Você é a musa das minhas xingações
Me dá vida, não me deixa na mão.
Vem por mim, por favor
Não se faça de difícil
Que estou chegando atrasado.
Muita gente viaja com walkman
Com vídeo de mar ao fundo
Quase nem percebem
As notícias que comentam lá fora.
104, não me faça mal
Nuvens de fumaça você solta
Sobem punguistas, charangos e quenas
E no rádio, a bomba e a plena no talo.
Vem por mim, por favor
Não se faça de difícil
Que estou chegando atrasado.
Vem por mim, de uma vez
Não me faça esquentar
Que estou chegando atrasado.
Passam, passam D1 e você nem dá bola
Passam e passam D1 e nunca aparece.