Verborrea
Las cosas cambian por mucho que mire
Ya no me encuentro en los versos que escribes
Vivirás para siempre, siempre y cuando no te olvide
Nacemos para vivir aunque aquí casi nadie vive
Escucha loco, que esto no es como en el cine
Aquí las palabras te matan como te descuides
Por la codicia de un hombre se mueren miles
Arrancaron las alas de un mundo libre
¿Dónde desemboca todo? Por mi boca plomo
Palabras son salvavidas cuando la ira asomo
Me tranquilizas, ya no se eriza el lomo
Me piden que sea feliz pero no me explican cómo
Si dejé de llorarte es porque ahora te compongo
Si pongo mis penas sobre el beat, te las expongo
Soñando con esto desde el bombo
Si cuando esté en la caja esto no triunfa, griten tongo
He nacido en un siglo jodido
Donde cuidan más la imagen que el contenido
No quiero ser tu nada preferido
Sólo vengo a dar placer a tus oídos
Pocos amigos, son los que dan la cara
Muchos conocidos los que luego te apuñalan
Cuando ofreces todo para no recibir nada
Cuando mejor solo que con tu falsa fachada
Yo tan loco y tú tan normalizada
Mi coco te provoca cuando por mi boca te habla
Y te dice mil palabras, con la voz desgastada
Entregándote un amor que no te sirvió de nada
No quiero que suene a balada
Casi llegó la madrugada
Y yo sigo con mis rayadas
Retumbando en mi cráneo hasta que llegue mañana
Na, na, na
No queda na’ de lo que hubo y ahora subo como el gas
Su vida siempre estuvo cuesta abajo y sin frenar
Pero gracias a Dios pudo levantarse y continuar
Por la mama, por el papa, por aquellos que si están
Por esos que ya se fueron pero que no voy a olvidar
Por la mierda que tragué, la que falte por tragar
Porque aquí seguiré en pie, aunque no me quieran más
Aunque no me quieran más
Aunque no me quieran más
Aunque no me quieran más
Verborreia
As coisas mudam, por mais que eu olhe
Já não me encontro nos versos que você escreve
Você viverá pra sempre, desde que eu não te esqueça
Nascemos pra viver, embora aqui quase ninguém viva
Escuta, doido, que isso não é como no cinema
Aqui as palavras te matam se você vacilar
Por causa da ganância de um homem, milhares morrem
Arrancaram as asas de um mundo livre
Onde tudo isso vai dar? Pela minha boca, chumbo
Palavras são salva-vidas quando a ira aparece
Você me acalma, já não arrepio a pele
Me pedem pra ser feliz, mas não explicam como
Se eu parei de chorar por você, é porque agora te compuso
Se coloco minhas dores sobre o beat, te exponho
Sonhando com isso desde o bumbo
Se quando eu estiver na caixa isso não faz sucesso, gritem "farsa"
Nasci em um século fodido
Onde cuidam mais da imagem do que do conteúdo
Não quero ser seu nada preferido
Só venho pra dar prazer aos seus ouvidos
Poucos amigos, são os que dão a cara
Muitos conhecidos são os que depois te apunhalam
Quando você oferece tudo e não recebe nada
Quando é melhor sozinho do que com sua falsa fachada
Eu tão doido e você tão normalizada
Minha mente te provoca quando pela minha boca te fala
E te diz mil palavras, com a voz desgastada
Te entregando um amor que não te serviu de nada
Não quero que soe como uma balada
Quase chegou a madrugada
E eu sigo com minhas neuras
Retumbando na minha cabeça até chegar amanhã
Na, na, na
Não sobra nada do que houve e agora subo como o gás
A vida dela sempre foi ladeira abaixo e sem freio
Mas graças a Deus conseguiu se levantar e continuar
Pela mamãe, pelo papai, por aqueles que estão
Por aqueles que já se foram, mas que não vou esquecer
Pela merda que engoli, a que ainda vou engolir
Porque aqui vou continuar de pé, mesmo que não queiram mais
Mesmo que não queiram mais
Mesmo que não queiram mais
Mesmo que não queiram mais