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Paródia

Dan Lluvia

Parodia

Aquella esquina profana
Llena de oídos bastardos
Con lágrimas como dardos
Quiso llorar la caída
De la botella que un día
Fuera de gárgara ajena
Flotando desde la pena
Sin terminar de caer

Vidrios y vidrios y vidrios
Lloviendo en cámara lenta
Las nubes son de tormenta
Si el cielo es de los villanos
Relámpagos en las manos
Torbellino en carne viva
Tanto mirar hacia arriba
A veces te hace caer

No me acobardan las luces, no
En esta absurda parodia sin libreto
En medio de esta feroz tempestad
Siempre llevo conmigo tu risa como amuleto

Fragmentación espontánea
La noche se rompió entera
Cuando la parca viajera
Detuvo el paso un instante
En aquel barrio distante
Al sur del sur de este mundo
La eternidad fue un segundo
Tratando de no caer

No me acobardan las luces, no
En esta absurda parodia sin libreto
En medio de esta feroz tempestad
Siempre llevo conmigo tu risa como amuleto

Paródia

Naquela esquina profana
Cheia de ouvidos bastardos
Com lágrimas como flechas
Quis chorar a queda
Da garrafa que um dia
Fora gargarejo alheio
Flutuando desde a dor
Sem terminar de cair

Vidros e vidros e vidros
Chovendo em câmera lenta
As nuvens são de tempestade
Se o céu é dos vilões
Relâmpagos nas mãos
Redemoinho em carne viva
Tanto olhar para cima
Às vezes te faz cair

As luzes não me intimidam, não
Nesta absurda paródia sem roteiro
No meio desta feroz tempestade
Sempre levo contigo teu riso como amuleto

Fragmentação espontânea
A noite se quebrou inteira
Quando a morte viajante
Parou o passo por um instante
Naquele bairro distante
Ao sul do sul deste mundo
A eternidade foi um segundo
Tentando não cair

As luzes não me intimidam, não
Nesta absurda paródia sem roteiro
No meio desta feroz tempestade
Sempre levo contigo teu riso como amuleto

Composição: Dario "Panter" Giuliano