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Bolhas Invisíveis

Dancob Studio

Ruas cheias, mas ninguém se enxerga
Fones no ouvido, a mente dispersa
Olhos para o chão, deslizando a tela
O mundo pulsa, mas a alma congela

E o céu está queimando cores que ninguém quer notar
A vida grita em volta, mas quem vai escutar?

Vivemos em bolhas invisíveis
Conectados, mas tão incompatíveis
Esquecendo o toque, o olhar natural
Perdendo o mundo real, o essencial

Na rua, no metrô, no carro ou na multidão
Milhares de corpos, mas só resta a solidão
A natureza chama em silêncio profundo
Mas a mente só corre no seu próprio mundo

E o vento sopra histórias que ninguém quer ouvir
A vida está passando, sem espaço para sentir

Vivemos em bolhas invisíveis
Presos no reflexo digital
Fechamos os olhos para os lados da estrada
O mundo é maior que a tela banal

Se levantar o olhar, talvez ainda encontre
Um sorriso perdido, um instante na fronte
Se abrir os ouvidos, além da canção
A vida respira na mesma pulsação

Vivemos em bolhas, prisões invisíveis
Mas há sempre chance de um sinal
Romper as barreiras, abrir novas trilhas
Voltar a viver o essencial

Composição: Danilo Cobellas