Quatro patas de borracha, motor que ruge, ego que dispara
Entra no carro e se transforma, perde a calma, vira a fera que não para
Centímetros viram guerra, cada curva é competição
Quem chega antes no farol, quem acelera sem razão
Quase atropela a vida alheia, no asfalto acha que é rei
Esquece que na faixa é um ser humano, não uma máquina que manda na lei
O volante é só um espelho, revelando o que você esconde
Não é o carro que é culpado, é o monstro que em você responde
Será que a gente perde a mente
Ou só revela o inconsciente?
A máquina não tem culpa, não
O ego é que segura a direção
Quatro patas de borracha, o ego que dirige, não o coração
Velocidade cega, transforma o homem em sua própria prisão
O poder não está no carro, está na razão
Ser o melhor é ser o exemplo, e não uma colisão
Disputa em cada esquina, centímetro de rua em vão
O trânsito não é batalha, é prova da nossa educação
Implicância vira muro, fechando portas sem pensar
Quando vamos aprender que o respeito é que faz andar?
Não é sobre trânsito, e sim o ser humano
Que se acha o dono da rua, e sai atropelando
Carro não pensa, não sente, não vê perigo
Quem dirige é você, e o inimigo é o seu umbigo
Quatro patas de borracha, o ego que dirige, não o coração
Velocidade cega, transforma o homem em sua própria prisão
O poder não está no carro, está na razão
Ser o melhor é ser o exemplo, e não uma colisão
Veja o que faz
Um segundo decide o destino
Atos pequenos destroem vidas
Não deixe o ego ser seu caminho
Não seja o culpado da atrocidade
Um instante pode cobrar caro demais
Custar sua saúde, custar sua paz
Ou o peso do remorso que nunca se desfaz