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Fica Bonito

Daniel leytor

Parate Bonito

No se viva la película que nadie es gatillero
Dijerón qué van a matarme hasta ahorita los espero
Aunque sea disimulen no hagan la de pendejo'
Ninguno me ha tocado esperando el año entero
Son pura boca
El que mata no te avisa, conmigo te equivoca'
Me haces kagar de la risa
¿Chambeas a tu loca? ¿Qué eres un forajido?
No creo tu huevada
Dime cuándo chucha ha sido

No estamos locos
Somos demente'
Rómpetecla pa' que aparezcas colga'o en un puente
Gagillero de cachorro
Chango presente
Te cortamos la lengua y te vuelo to' los dientes
Te picamos el rostro
No choques con nosotros
Concha tu mare
Somos los monstruos

Reino en la calle y con la pipa par de fotos
Yo te achoro
Te vacío el peine
Chiquillo te veo a floro

(El diablo)

Párate bonito porque te meto una ráfaga
Para mi eres chistoso
Me tomó un té con tu ganga
Eres peliculero
Te conozco de gil, no de serio
Hablas como pendejo
Te mando para el cementerio
Y a tu jerma se la entierro
Aquí nadie es de fierro
'Tamos activos
Con dos 'tolas, dos granadas y cinco percos
Perfil bajo, pero terco
He pasado por mucho que se no te ha vuelto
Recio
Me paró bonito y alarako de mocoso
Moviendo to' lo' coso
Tú no sabes lo que gozo
Conmigo nadie rosa, yo con nadie rozo
Me acuerdo que de mocoso
Pa' la grifa hacíamos pozo
Pero estamos piolas

Algunos haciendo tiempo en las rejas de lurigancho
Y otros en piedra gorda
Un solo rizo con toditos mis netitos
En la buena y en la mala
Ah concha tu madre

Métele métele
Los diablos y el agustino oíste
Los monstruos

Me dijiste no' matamos
Está choreco
Tre' pepazo en tu jato
Viste la caña y te quitaste los zapatos
No caíste por pendejo, tú caíste por ser ñato
La versa' en la cintura
Loco, tú eres mi calato
Los que tiran de dos por eso está muerto
Lo picamos y los botamos en el desierto
Yo nunca duermo, mi fierro para despierto
Estoy arrebatado y eso que no ando en perco

Fica Bonito

Não se vive a película que ninguém é bandido
Disseram que vão me matar, até agora tô esperando
Mesmo que disfarcem, não façam de otário
Nenhum me tocou, esperando o ano inteiro
É só conversa
Quem mata não avisa, contigo se engana
Me faz rir pra caramba
Trabalha pra sua doida? Que você é um fora da lei?
Não acredito na sua história
Me diz quando foi que aconteceu

Não estamos loucos
Somos demente
Quebra a tecla pra você aparecer pendurado em uma ponte
Bandido de criança
Macaco presente
Te cortamos a língua e te arranco todos os dentes
Te picamos o rosto
Não encosta na gente
Vai se danar
Somos os monstros

Reino na rua e com a arma, um par de fotos
Eu te amedronto
Te deixo sem balas
Garoto, te vejo de conversa

(O diabo)

Fica bonito porque te meto uma rajada
Pra mim você é engraçado
Tomei um chá com sua gangue
Você é um ator
Te conheço de otário, não de sério
Fala como um idiota
Te mando pro cemitério
E a sua mulher eu enterro
Aqui ninguém é de ferro
Tamo ativo
Com duas armas, duas granadas e cinco pinos
Perfil baixo, mas teimoso
Passei por muito que você não passou
Forte
Me parou bonito e alucinado de moleque
Movendo tudo
Você não sabe o que eu gozo
Comigo ninguém toca, eu com ninguém me misturo
Lembro que de moleque
Pra fumar a gente fazia buraco
Mas estamos tranquilos

Alguns fazendo tempo nas grades de Lurigancho
E outros na pedra gorda
Um só sorriso com todos os meus netos
Na boa e na ruim
Ah, vai se danar

Mete a mão, mete a mão
Os diabos e o Agustino, ouviu?
Os monstros

Você me disse que não matamos
É conversa fiada
Três tiros na sua casa
Viu a situação e tirou os sapatos
Você não caiu por otário, caiu por ser covarde
A verdade na cintura
Louco, você é meu parceiro
Os que atiram de dois, por isso estão mortos
A gente picou e jogou no deserto
Eu nunca durmo, minha arma tá acordada
Tô chapado e isso que não tô usando droga

Composição: Louis Producer / Daniel Leytor / yecco_brxn