Me Matan Si No Trabajo
Me matan si no trabajo
Y si trabajo me matan
Me matan si no trabajo
Y si trabajo me matan
Siempre me matan, me matan, ay
Siempre me matan
Siempre me matan, me matan, ay
Siempre me matan
Ayer vi a un hombre mirando
Mirando el sol que salía
Ayer vi a un hombre mirando
Mirando el sol que salía
El hombre estaba muy serio
Porque el hombre no veía
El hombre estaba muy serio
Porque el hombre no veía
Ay, los ciegos viven sin ver
Cuando sale el sol, cuando sale el sol, cuando sale el sol
Ayer vi a un niño jugando
A que mataba a otro niño
Ayer vi a un niño jugando
A que mataba a otro niño
Hay niños que se parecen
A los hombres trabajando
Hay niños que se parecen
A los hombres trabajando
Ay, quién le dirá cuando crezcan
Que los hombres no son niños
Que no lo son, que no lo son, que no lo son
Me matan si no trabajo
Y si trabajo me matan
Me matan si no trabajo
Y si trabajo me matan
Siempre me matan, me matan, ay
Siempre me matan
Siempre me matan, me matan, ay
Siempre me matan
Me Matarão Se Eu Não Trabalhar
Me matam se eu não trabalho
E se eu trabalho, me matam
Me matam se eu não trabalho
E se eu trabalho, me matam
Sempre me matam, me matam, ai
Sempre me matam
Sempre me matam, me matam, ai
Sempre me matam
Ontem vi um homem olhando
Olhando o sol que nascia
Ontem vi um homem olhando
Olhando o sol que nascia
O homem estava muito sério
Porque o homem não via
O homem estava muito sério
Porque o homem não via
Ai, os cegos vivem sem ver
Quando o sol nasce, quando o sol nasce, quando o sol nasce
Ontem vi uma criança brincando
Brincando de matar outra criança
Ontem vi uma criança brincando
Brincando de matar outra criança
Tem crianças que se parecem
Com os homens trabalhando
Tem crianças que se parecem
Com os homens trabalhando
Ai, quem vai dizer quando crescerem
Que os homens não são crianças
Que não são, que não são, que não são
Me matam se eu não trabalho
E se eu trabalho, me matam
Me matam se eu não trabalho
E se eu trabalho, me matam
Sempre me matam, me matam, ai
Sempre me matam
Sempre me matam, me matam, ai
Sempre me matam