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Chão Que Caminhei

Danielle de Aguiar

Meu passo é raiz, é pedra, é chão
Bordando o caminho na palma da mão
Se a trilha é de barro e a chuva é imprevista
É ela que faz de mim um artista!
Não troco o meu rosto por gesso ou verniz
Sou rocha, sou rio, sou alma feliz!

O que é complexo é a vida em desenho
Pois tudo o que sou tem um tanto de empenho
O susto na voz é o gelo que passa
O Sol já vem vindo pra fazer a graça!
E o medo que havia de se machucar
Virou a vontade de se libertar!

Pois sou temporal que renova a paisagem
Levo só o que é bom na minha bagagem!
Sou vento que sopra, sou festa, sou chama
Sou a semente que a terra mais ama!
Em vez do porquê, me oferece um café
Que a vida é bonita e eu sigo de pé!

Se o meu furacão já causou confusão
Hoje ele é o fôlego da minha canção!
Se outrora o silêncio causou solidão
Hoje ele é pausa pra pulsação
Não sou prego torto que pede o martelo
Sou curva de estrada, sou tom de aquarela!

Vem sentar no meu chão, aceita o convite
Que o nosso horizonte não tem mais limite!
Nesse solo vulcânico, o fogo é o amor
Que queima o cansaço e espanta a dor
É possível, sim! Olha a cicatriz
É a marca da vida de quem é feliz!
Meu passo é raiz, é pedra, é chão
Bordando o caminho na palma da mão
Se a trilha é de barro e a chuva é imprevista
É ela que faz de mim um artista!
Não troco o meu rosto por gesso ou verniz
Sou rocha, sou rio, sou alma feliz!

O que é complexo é a vida em desenho
Pois tudo o que sou tem um tanto de empenho
O susto na voz é o gelo que passa
O Sol já vem vindo pra fazer a graça!
E o medo que havia de se machucar
Virou a vontade de se libertar!

Pois sou temporal que renova a paisagem
Levo só o que é bom na minha bagagem!
Sou vento que sopra, sou festa, sou chama
Sou a semente que a terra mais ama!
Em vez do porquê, me oferece um café
Que a vida é bonita e eu sigo de pé!

Se o meu furacão já causou confusão
Hoje ele é o fôlego da minha canção!
Se outrora o silêncio causou solidão
Hoje ele é pausa pra pulsação
Não sou prego torto que pede o martelo
Sou curva de estrada, sou tom de aquarela!

Vem sentar no meu chão, aceita o convite
Que o nosso horizonte não tem mais limite!
Nesse solo vulcânico, o fogo é o amor
Que queima o cansaço e espanta a dor
É possível, sim! Olha a cicatriz
É a marca da vida de quem é feliz!

Composição: Danielle de Aguiar Carvalho de Vasconcelos