Escrevi meu nome com a tinta da dor
Cada cicatriz contou quem eu sou
O silêncio gritava mais alto que a multidão
Transformei minhas lágrimas em munição
O passado tentou me fazer cair
Mas foi dele que aprendi a resistir
Versos sangrentos, nascem da pressão
Cada rima carrega um pedaço do coração
A noite conhece todos os meus medos
Mas nunca conseguiu apagar meus desejos
O mundo julgou sem me conhecer
Agora escuta minha voz crescer
Versos sangrentos, escritos na alma
Entre a guerra e a busca pela calma
Não é sobre violência, é sobre sobreviver
Transformar a dor em força para vencer
Cada linha é um grito de libertação
Batendo forte no ritmo do coração
Se o destino fechar mais uma porta
Minha esperança encontra outra rota
As feridas viram marcas de evolução
E o impossível perde a direção
Enquanto existir um sonho em meu olhar
Meus versos sangrentos nunca vão parar