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Aviões Prateados

David DeMaría

Aviones Plateados

Veo tu casa desde mi balcón
chimeneas y tu ropa al sol.
aviones plateados rozando los tejados,
vestido y en la cama vigilo tu ventana.

Miro libros de pintura que robé...
No tengo hambre, hoy no comeré.
No sé de qué me quejo,
ya tengo lo que quiero,
soy libre ante el espejo
no salgo ahora que puedo...

Y tú siempre dices que soy
un alma del averno
tendré que darte la razón
quizá sea cierto
Siempre suelo querer lo que no tengo
y ahora que ya no estás aquí
me voy consumiendo

Ropa sucia, cuados que he "pintao"
discos viejos, "to" por ahí "tirao"
barba de quince días, no me levantaría
desorden en campaña,
ahora sé que me engañas

Credenciales de posesión,
qué tontería
estos celos me han "abrasao"
no sé que me creía

Y yo que decía..."por fin
ahora la tengo"
y ya estaba a vuelta de todo
a ver si aprendo

Y tu carta me confundió,
nunca más vuelvo
tu mirada me lo advirtió
ahora lo entiendo...

Aviões Prateados

Vejo sua casa da minha sacada
chaminés e suas roupas ao sol.
aviões prateados passando pelos telhados,
visto e na cama vigio sua janela.

Olho livros de pintura que roubei...
Não estou com fome, hoje não vou comer.
Não sei do que estou reclamando,
já tenho o que quero,
sou livre diante do espelho
não saio agora que posso...

E você sempre diz que sou
uma alma do inferno
vou ter que te dar razão
pode ser verdade
Sempre costumo querer o que não tenho
e agora que você não está aqui
estou me consumindo

Roupa suja, quadros que eu "pintei"
discos velhos, "tudo" jogado por aí
barba de quinze dias, não me levantaria
bagunça na campanha,
hoje sei que você me engana

Credenciais de posse,
que bobagem
esses ciúmes me "queimaram"
não sei no que estava pensando

E eu que dizia..."finalmente
agora eu tenho"
e já estava de volta a tudo
vamos ver se aprendo

E sua carta me confundiu,
nunca mais volto
tua mirada me avisou
agora entendo...

Composição: