Zapatos
Zapatos para matar las ilusiones
La huella la pones tú estés donde estés
Zapatos pa´ que se llenen de colores
La arena de los caminos tras tus pies
Zapato nunca me bailes al revés
Zapatos donde guardamos corazones
Brillante dama de noche sin papel
La vida es un trillo corto y asfaltado
Cuando de momento echamos a correr
Zapatos nunca me bailes al revés
Zapatos que con los años
Casi todas las ampollas cicatrizan
Zapato que tu pisada
Va dejando solo un beso en la repisa
Zapato que no me quedas
Porque hay sueños que te sueñan todavía
En cada camino va dándose la mano
La alegría y la tristeza
Prefiero soñar que despertarme un día
Con un teni en la cabeza
Zapatos pa´ cenicienta
Que ahora de la discoteca no regresa
Zapatos para arreglar la anatomía
Plantilla gastada de tanto esperar
La misma pelota sucia y descocida
Que todos los días tenemos que patear
Zapato nunca me dejes de bailar
No siempre va zapatero a su zapato
Y mucho más cuando tienes que vivir
A veces creo que es mejor andar descalzo
Así vine yo y así me voy a ir
Y coso la suela de mi porvenir
Zapatos que con los años
Casi todas las ampollas cicatrizan
Zapato que tu pisada
Va dejando solo un beso en la repisa
Zapato que no me quedas
Porque hay sueños que te sueñan todavía
En cada camino va dándose la mano
La alegría y la tristeza
Prefiero soñar que despertarme un día
Con un teni en la cabeza
Zapatos pa´ cenicienta
Que ahora de la discoteca no regresa
Sapatos
Sapatos para matar ilusões
A impressão digital que você colocou onde quer que esteja
Calçados para preencher com cores
A areia das estradas atrás de seus pés
O sapato nunca me dança de cabeça para baixo
Sapatos onde mantemos corações
Senhora brilhante à noite sem papel
A vida é uma trilha curta e asfaltada
Quando começamos a correr para o momento
Os sapatos nunca me dançam de cabeça para baixo
Sapatos que com os anos
Quase todas as bolhas curam
Calce que sua pegada
Ele deixa apenas um beijo na lareira
Sapato que não fica
Porque há sonhos que o sonham ainda
Em cada estrada ele balança a mão
Alegria e tristeza
Eu prefiro sonhar que acordar um dia
Com um teni na cabeça
Calçados para Cinderela
Que agora o clube não retorna
Sapatos para consertar a anatomia
Modelo gasto de tanta espera
A mesma bola suja e não cozida
Que todos os dias temos que chutar
O sapato nunca me impede de dançar
Você nem sempre vai sapateiro ao seu sapato
E muito mais quando você precisa viver
Às vezes penso que é melhor andar com os pés descalços
Então eu vim e então eu vou
E coso a planta do meu futuro
Sapatos que com os anos
Quase todas as bolhas curam
Calce que sua pegada
Ele deixa apenas um beijo na lareira
Sapato que não fica
Porque há sonhos que o sonham ainda
Em cada estrada ele balança a mão
Alegria e tristeza
Eu prefiro sonhar que acordar um dia
Com um teni na cabeça
Calçados para Cinderela
Que agora o clube não retorna
Composição: Vicente A. Trigo Junco