395px

Esta é sua terra, filho

DDT

Eto Tvoya Rodina, Synok (translation)

V etom gorode net bol'she slyoz,
V etom gorode zhizn' holodna.
V etom klimakse belyh berez
Zhizn' tvoya nikomu ne nuzhna.

V etom severnom vetre stolits
Teni teh, kto bez sroka, bez sna
Brodyat po trotuaram bosye bez lits,
Chernoj ptitsej letyat iz okna.

Chem dyshat' - zdes' nikto ne pojmet.
Zdes' chuhonskoe leto - zima.
Tut vorona zhar-ptitsej pri zhizni slyvyot.
I sobakami ploschad' polna.

Zdes' tramvai lomayut drug drugu roga,
Pod zemleyu hripit chernyj kot.
Ryba zdes' tishe myshi v setyah chetverga
I u krysy malo zabot.

Eto tvoya rodina, synok…
Eto tvoya rodina, synok…
Eto tvoya rodina, synok…

Zdes' oktyabr' kogda-to smeschen noyabrem
Imperatoram rimskim ne v chest'.
A paskhal'nyj poklon podmenyon kumachom.
Chto tut skazhesh': tak bylo, tak est'.

I ne ver' v optimizm etih beshennyh staj,
Chto klyuyut zdes'. Vas uzhe net.
Voron'ya ne kormi, razmenyav voj na laj.
I eto horoshij otvet.

Neuzheli bolezni ne uchat tela?
Otchego pamyat' tak korotka?
I zachem vse mosty dogorayut dotla?
Da i plavat' kishka tonka.

Ili charka v paradnoj vsem zastit glaza?
Ili sovest' iskrit v zabyt'e?
Tol'ko stanut strelyat' - i togda tormoza
Ni k chemu v etoj galimat'e.

My zhivem ne spesha i ne chuvstvuem svyaz'
Mezhdu mysl'yu i kulakom.
My bredem vdol' Nevy, nichego ne boyas',
Po oskolkam travy bosikom.

Nam ne stavyat kapkany, ne stavyat zasad,
No eto tol'ko poka.
To chto kazhdyj hranit svoj edinstvennyj shans:
Sdohnut' ot skvoznyaka.

Esta é sua terra, filho

Neste cidade não há mais lágrimas,
Neste cidade a vida é fria.
Neste clima de bétulas brancas
Sua vida não é necessária a ninguém.

Neste vento do norte da capital
As sombras de quem não tem prazo, sem sono
Vagam pelas calçadas, descalços e sem rostos,
Voando como um pássaro negro pela janela.

O que respirar - aqui ninguém entende.
Aqui o verão é como um inverno.
Aqui a corvo vive como uma ave de fogo.
E a praça está cheia de cachorros.

Aqui os bondes quebram os chifres uns dos outros,
Debaixo da terra, um gato preto arranha.
O peixe aqui é mais silencioso que um rato nas redes de quinta
E a ratazana se preocupa pouco.

Esta é sua terra, filho...
Esta é sua terra, filho...
Esta é sua terra, filho...

Aqui outubro foi uma vez misturado com novembro
Em honra dos imperadores romanos.
E a reverência pascal foi substituída pelo vermelho.
O que você dirá aqui: assim foi, assim é.

E não acredite no otimismo desses malucos,
Que bicam aqui. Você já não está mais.
Não alimente os corvos, trocando o grito por aplausos.
E essa é uma boa resposta.

Será que as doenças não ensinam os corpos?
Por que a memória é tão curta?
E por que todas as pontes queimam até o fim?
E nadar é difícil.

Ou um copo na entrada protege todos os olhos?
Ou a consciência brilha no esquecimento?
Assim que começarem a atirar - e então os freios
Não servem para nada nessa confusão.

Vivemos sem pressa e não sentimos a conexão
Entre o pensamento e o punho.
Vagamos ao longo do Neva, sem medo de nada,
Pelos cacos de grama, descalços.

Não nos armam armadilhas, não nos fazem emboscadas,
Mas isso é só por enquanto.
O que cada um guarda como sua única chance:
Morrer de um vento frio.

Composição: