Periferiia
Periferiia.
Periferiia.
Periferiia.
Periferiia.
Chrevata nasha storona:
Tsarit pokoj i tishina,
Navoz tseluet sapogi,
Kogo-to mochat u reki,
Kontora p'ianykh dembelej
Za rebra lapaia devchat,
O sluzhbe materno krichat
I otgoniaiut kobelej.
Zabory, ulitsy, doma,
Kino opiat' ne privezli,
Vchera zavklub soshel s uma
Ot bezyskhodnejshej toski.
Tut traktor pronessia, davia porosiat,
V sosednej derevne est' kir, govoriat.
Vsiu noch' ne smykali v pravlenii glaz,
Prishel nam prikaz: "Posadit' ananas! "
A v serom nebe slovno dukh,
Letaet zharenyj petukh,
Obryzgav sverkhu vsio slegka,
Unositsia za oblaka.
Periferiia.
Periferiia.
Periferiia.
- Allo, Tsentr, govorit Periferiia.
- Allo, Tsentr, allo.
U nas vse normal'no.
Govorit Periferiia.
U nas vse normal'no, vse normal'no.
Vyslali trista vagonov baraniny.
Trista vagonov.
Allo, diktuiu po bukvam - trista:
Tagir, Rustik, Il'dar, Said, Talgat,
Akbuzat...
Programma progressiruet.
Vse normal'no. Vse normal'no. Vse normal'no.
Skoro budet eshche.
Skotina ploditsia khorosho.
Allo, vse normal'no. Priem.
Priem.
- Allo, Periferiia, govorit Tsentr.
Vas poniali, baraninu zhdem.
Vysylaem vam dva vagona sapog.
Povtoriaiu po bukvam - dva:
"Dinamik", "Voskresenie", "Akvarium"...
- Allo, Tsentr!
U nas vse normal'no, vse normal'no...
Periferia
Periferia.
Periferia.
Periferia.
Periferia.
Aqui é nosso lado:
Reina a paz e a tranquilidade,
A poeira cobre as botas,
Alguém tá sendo calado perto do rio,
A sala dos bêbados
Atrás das garotas, se esgueirando,
Gritam pela mãe
E afastam os vagabundos.
Muros, ruas, casas,
O cinema não trouxe nada de novo,
Ontem o chefe da turma pirou
De tanta angústia sem fim.
Aqui o trator passou, levantando poeira,
Na vila ao lado dizem que tem barro.
A noite toda não fechamos os olhos,
Recebemos a ordem: "Plantar abacaxi!"
E no céu cinza, como um espírito,
Voa um galo frito,
Espirrando tudo de leve,
Se afastando para as nuvens.
Periferia.
Periferia.
Periferia.
- Alô, Centro, fala a Periferia.
- Alô, Centro, alô.
Aqui tá tudo normal.
Fala a Periferia.
Aqui tá tudo normal, tudo normal.
Mandamos trezentos vagões de carne.
Trezentos vagões.
Alô, ditando letra por letra - trezentos:
Tagir, Rustik, Il'dar, Said, Talgat,
Akbuzat...
O programa tá avançando.
Tudo normal. Tudo normal. Tudo normal.
Logo vai ter mais.
O gado tá se reproduzindo bem.
Alô, tudo normal. Recebido.
Recebido.
- Alô, Periferia, fala o Centro.
Entendemos, estamos esperando a carne.
Estamos enviando dois vagões de botas.
Repito letra por letra - dois:
"Dinâmico", "Ressurreição", "Aquário"...
- Alô, Centro!
Aqui tá tudo normal, tudo normal...