Entrega
Y creíste que no volverías más
A pronunciar esa palabra
Pero ella siempre vuelve y te desarma
En tu sopa de letras sin querer
Encontraras alguna trampa
Y revolves para no verla
Creíste que habías agotado
Toda posible historia
Es mentira, hay muchas otras
Por mas que andes hundido, resignado
Y te consuma la derrota
Hay algo adentro que renace
Hay almas hay almas hay almas
Que sanan la herida
Pero como un corazón desmesurado
Trama tan extraño viaje
Lleno de marchas y rebajes
Y no recapacita frente a tantas
Claras muestras de desgaste
Aunque te duermas late y late
En medio de llanuras infinitas
No vacila en poner todas las fichas
A la última bolilla de la noche
Que te salva o te despluma
Cuando ya nada te cura
Hay almas hay almas hay almas
Que sanan la herida
Hay almas hay almas hay almas
Que sanan la herida.
Entrega
E você achou que não voltaria mais
A pronunciar essa palavra
Mas ela sempre volta e te desarma
Na sua sopa de letras sem querer
Você encontrará alguma armadilha
E revirará pra não ver
Você achou que tinha esgotado
Toda possível história
É mentira, tem muitas outras
Por mais que ande afundado, resignado
E a derrota te consuma
Tem algo dentro que renasce
Tem almas, tem almas, tem almas
Que curam a ferida
Mas como um coração desmedido
Traça uma viagem tão estranha
Cheia de marchas e rebaixos
E não pensa diante de tantas
Claras provas de desgaste
Mesmo que você durma, late e late
Em meio a planícies infinitas
Não hesita em apostar todas as fichas
Na última bolinha da noite
Que te salva ou te despenca
Quando já nada te cura
Tem almas, tem almas, tem almas
Que curam a ferida
Tem almas, tem almas, tem almas
Que curam a ferida.