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Você Tem Que Olhar

Fernando Delgadillo

Tienes Que Mirar

Tienes que mirar sobre las lomas
de este valle si te asomas
a ver ese bosque hay alrededor
y saber del cielo tan profundo
por las crónicas que al mundo
siempre ha preferido el viento narrador.

Tienes que mirar al norte hermano
pero a un norte más urbano
al norte de la ciudad para comenzar,
y luego sentarte en la vereda
a escuchar crecer la hierba
y a ver las piedras rodar.

Tienes que mirar sobre el camino
que ha trazado el campesino
en largas marchas de silencio y soledad,
para que percibas esa vida
que había quedado escondida
al desarrollo que marco a la capital.

Tienes que mirar los arroyuelos
y los pastos con el viento
que los viene a acariciar,
y dejar un mundo convencido
de su sueño desmedido
que camina para atrás.

Tienes que tomar la carretera
por Madín que es una presa de recuerdos
donde prohibieron nadar,
y seguir mirando pastizales
regios bosques y otoñales valles
que a diario se encienden de azafrán.

Tienes que mirarlo todo aprisa
si quieres guardarte brisa
en la memoria y evocarlo como está.
Tienes que ver todo en su momento
porque al cabo y con el tiempo
nada vuelve a ser igual.

Tienes que mirar sobre la loma y
sobre el valle si te asomas,
recorrer el campo que ande por ahí.
Tienes que mirarlo veinte veces,
tienes que aprenderlo a repetir,
tienes que asomarte para siempre
porque pronto va dejando de existir,
...va dejando de existir.

Você Tem Que Olhar

Você tem que olhar sobre as colinas
neste vale se você se inclinar
para ver essa floresta ao redor
e saber do céu tão profundo
pelas crônicas que o mundo
sempre preferiu o vento contador.

Você tem que olhar para o norte, irmão
mas para um norte mais urbano
para o norte da cidade para começar,
e depois sentar na calçada
e ouvir a grama crescer
e ver as pedras rolarem.

Você tem que olhar sobre o caminho
que foi traçado pelo camponês
em longas marchas de silêncio e solidão,
para que você perceba essa vida
que havia ficado escondida
pelo desenvolvimento que marcou a capital.

Você tem que olhar os ribeirões
e os pastos com o vento
que vem acariciá-los,
e deixar um mundo convencido
do seu sonho desmedido
que caminha para trás.

Você tem que pegar a estrada
por Madín, que é uma represa de lembranças
donde proibiram nadar,
e continuar olhando pastagens
florestas majestosas e vales outonais
que diariamente se acendem de açafrão.

Você tem que olhar tudo rápido
se quiser guardar a brisa
na memória e evocá-la como está.
Você tem que ver tudo no seu momento
porque, no fim e com o tempo
nada volta a ser igual.

Você tem que olhar sobre a colina e
sobre o vale se você se inclinar,
percorrer o campo que anda por aí.
Você tem que olhar isso vinte vezes,
você tem que aprender a repetir,
você tem que se inclinar para sempre
porque logo vai deixando de existir,
...vai deixando de existir.

Composição: