De Tanto Callar
Dicen que ahora vives en un agujero negro
y que te has vuelto como la nieve mas fría,
que ya no hablas con nadie,
que todo es gris en tus días de hielo.
Dicen que en tu vida no entra un rayo de sol
y que has cerrado para siempre los ojos,
que caminas feliz a oscuras
por lo que puedas ver.
Dicen, dicen,
pero tú no dices nada.
Dicen que sonríes en la soledad
y que de noche hablas a escondidas,
que cantas y bailas con los espejos
esperando alguna respuesta del tiempo.
Dicen, dicen,
pero tú no dices nada.
De tanto callar,
tú ya no dices nada.
Dicen que hay un ángel a los pies de tu cama
que siempre vela por tu suerte,
pero tú sólo ves la vela al final del camino
y la llama en tu lecho de muerte.
Dicen, dicen,
pero tú no dices nada.
De tanto callar,
tú ya no dices nada.
Dicen, dicen,
pero tú no dices nada.
De tanto callar,
tú ya no dices nada.
Dicen, dicen,
pero tú no dices nada.
De tanto callar,
de tanto callar,
de tanto callar,
tú ya no dices nada.
De Tanto Silenciar
Dizem que agora você vive em um buraco negro
E que ficou tão fria quanto a neve,
Que já não fala com ninguém,
Que tudo é cinza nos seus dias de gelo.
Dizem que na sua vida não entra um raio de sol
E que você fechou os olhos para sempre,
Que caminha feliz no escuro
Pelo que consegue ver.
Dizem, dizem,
Mas você não diz nada.
Dizem que você sorri na solidão
E que à noite fala escondido,
Que canta e dança com os espelhos
Esperando alguma resposta do tempo.
Dizem, dizem,
Mas você não diz nada.
De tanto silenciar,
Você já não diz nada.
Dizem que há um anjo aos pés da sua cama
Que sempre cuida da sua sorte,
Mas você só vê a vela no final do caminho
E a chama no seu leito de morte.
Dizem, dizem,
Mas você não diz nada.
De tanto silenciar,
Você já não diz nada.
Dizem, dizem,
Mas você não diz nada.
De tanto silenciar,
Você já não diz nada.
Dizem, dizem,
Mas você não diz nada.
De tanto silenciar,
De tanto silenciar,
De tanto silenciar,
Você já não diz nada.