A porta da rua virou o meu único apogeu
Nesta casa o silêncio é a herança que você deixou
No rádio de pilha, a sanfona lamenta feito eu
E o peito amargurado paga a conta que o dêstino cobrou
O balcão de madeira já conhece a minha história
O garçom nem pergunta, já traz uma margosa pra esquecer
Cada gole de cana apaga um traço da memória
Mas a sua malícia insiste em me fazer sofrer
E o tal locutor no rádio a anunciar
Agora é o Denis Gerais para te castigar
É um golpe por linha, é um gole por verso
Eu sou o mendigo de amor nesse imenso universo
Ê, mulher danada, que me deixou no sereno
Bebeu do meu mel e me serviu veneno
Tô num bar de esquina ouvindo o modão estalar
Se você não voltar, o estoque de pinga eu vou terminar!
Ê, mulher danada, rainha da minha agonia
Transformou meu castelo em pura covardia
Tô bebendo a saudade, pedindo pro tempo parar
Pois sem o seu beijo, a minha casa é o balcão desse bar!
Ê, mulher danada, que me deixou no sereno
Bebeu do meu mel e me serviu veneno
Tô num bar de esquina ouvindo o modão estalar
Se você não voltar, o estoque de pinga eu vou terminar!
Ê, mulher danada, rainha da minha agonia
Transformou meu castelo em pura covardia
Tô bebendo a saudade, pedindo pro tempo parar
Pois sem o seu beijo, a minha casa é o balcão desse bar!