A luz da Lua atravessa a fresta da janela
Desenha sombras no vazio do nosso colchão
Eu tento ler, mas cada página só fala dela
E o meu silêncio é o grito da desolação
Saí de casa pra tentar enganar o destino
Entrei num bar, pedi a dose que o peito mandou
Mas cada gole é um espinho, um gosto repentino
Do beijo amargo que a saudade aqui deixou
Olhei pro lado e vi um rosto num espelho estranho
Busquei coragem pra tentar uma nova paixão
Mas o perfume dela tem um outro tamanho
Não cabe nada nesse resto de solidão
É barra pesada carregar esse adeus no peito
É conta alta que a vida cobra sem avisar
Eu mudo o rumo, troco o passo, mas não tem jeito
Todo caminho me obriga a ter que te amar
Sem o seu toque, a minha alma é deserto e poeira
Uma saudade que não cansa de me machucar
Eu já tentei o fogo de um outro abraço
Mas me queimei no gelo da comparação
Cada detalhe seu ainda guia o meu passo
Mesmo perdido na contramão do coração
É barra pesada carregar esse adeus no peito
É conta alta que a vida cobra sem avisar
Eu mudo o rumo, troco o passo, mas não tem jeito
Todo caminho me obriga a ter que te amar
Sem o seu toque, a minha alma é deserto e poeira
Uma saudade que não cansa de me machucar
É barra pesada
Demais pra aguentar