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Cicatrizes Profundas

Desvernia

Sussurros se arrastam
Nas ruínas
Ecos de uma vida
Que nunca foi minha
A multidão cega
Festeja no escuro
Enquanto eu afundo
Em silêncio profundo

Choros mudos
Ecoam no vento
Cicatrizes abertas
Devoram o tempo
O sangue da alma
Se dilui no nada
O abismo me chama
Com voz sufocada

Ódio disfarçado
Em serenidade
Um luto eterno
Pela humanidade
Que se corrompeu
Que se perdeu
No vazio que também
Me corrompeu

Choros mudos
Ecoam no vento
Cicatrizes abertas
Devoram o tempo
O sangue da alma
Se dilui no nada
O abismo me chama
Com voz sufocada

Composição: Bruno Gustavo Dos Santos Carvalho / O Genji