Ô vó
Tenha dó
Me dê um remédio antimonotonia
Pra cura o coração
Chover no sertão
Aí o couro comia
Com minha espada de fogo
Enfrentando os vazios
Não me falta paciência
Na ciência de encarar os desafios
No caminho do progresso
Caminhar é meu destino
Curo o pé nas águas doces do rio
Porque não ando sozinho
Cavalo do vento
Rompendo a praia
Mistério do tempo
Tá na fé
Ô vó
Tenha dó
Me dê um remédio antimonotonia
Pra matar meus dragão
Trancar meu portão
E a noite virar dia
Ô vó
Tenha dó
Me dê um remédio antimonotonia
Pra curar o coração
Chover no sertão
E aí o couro comia
Ô vó, vô ô
Me dê um remédio antimonotonia
Ô vó, ô
Me dê um remédio antimonotonia
Ô vó, vô ô
Me dê um remédio antimonotonia
Ô vó, ô
Me dê um remédio antimonotonia
Levada do povo
Que resiste no batente
Faço parte dessa massa
Que não pede arrego facilmente
O machado da verdade
Que afio nas areias
Lavo nas águas do mar
E nas noites de Lua cheia
Cavalo do vento
Rompendo a praia
Mistério e o momento
Tá na fé
Ô vó
Tenha dó
Me dê um remédio antimonotonia
Pra matar meus dragão
Trancar meu portão
E a noite virar dia
Ô vó
Tenha dó
Me dê um remédio antimonotonia
Pra curar o coração
Chover no sertão
E aí o couro comia
Ô vó, vô ô
Me dê um remédio antimonotonia
Ô vó, ô
Me dê um remédio antimonotonia
Eu disse bença vó, bença vô
Me dê um remédio antimonotonia
Bença vó, bença vô
Me dê um remédio antimonotonia
Antimono, antimono, monotonia
Me dê um, me dê um remédio antimonotonia