Natura Obscura
Inside the deep forests of dolor
where I secretly hide my weepings,
where I conceal my dreads...
The snake is slumbering like a dead limb,
I am cold in your body.
I penetrate into your wounds
where eyes are watching for me,
numb gapings, threshold with no borders,
oblivion of flesh and mourning.
Small mimetic animal,
I wander through your recesses
tasting like salt flower.
Flesh cathedral,
I dissect your entrails,
dreadful irradiated fate,
where I consider the real shape
of the circle, thousand times.
Natureza Obscura
Dentro das florestas profundas da dor
onde eu escondo em segredo minhas lágrimas,
donde eu oculto meus medos...
A cobra está adormecida como um membro morto,
eu estou frio no seu corpo.
Eu penetro em suas feridas
onde olhos me observam,
aberturas insensíveis, limiar sem fronteiras,
oblivion de carne e luto.
Pequeno animal mimético,
eu vagueio por seus recantos
tocando como flor de sal.
Catedral de carne,
eu disseco suas entranhas,
desgraçada e irradiada sorte,
donde eu considero a verdadeira forma
do círculo, mil vezes.