La silenciosa
Rayos de luz silenciosa
aullidos mudos, ecos de gracia
se van abriendo camino en el aire
prendidos de tu mirada
y van nombrando las cosas
mientras tu boca queda callada
y continúa el relato en tus ojos
historias que cuenta tu alma
son como dos lunas pardas
que van abriendo la noche
iluminando el sendero
donde el secreto
juega y se esconde
cuando se abren son hojas
brillo afilado de la mañana
que van tajeando a la muerte
y de esa muerte no queda nada
yo quiero ser la furiosas
notas que suenan en tu mirada
y destilar en tus ojos mi pena
llena de madrugadas
son como dos lunas pardas
que van abriendo la noche
iluminando el sendero
donde el secreto
juega y se esconde.
A Silenciosa
Raios de luz silenciosa
uivos mudos, ecos de graça
vão abrindo caminho no ar
presas no seu olhar
e vão nomeando as coisas
enquanto sua boca fica calada
e continua a história nos seus olhos
histórias que sua alma conta
são como duas luas pardas
que vão abrindo a noite
iluminando o caminho
donde o segredo
brinca e se esconde
quando se abrem são folhas
brilho afiado da manhã
que vão cortando a morte
e dessa morte não sobra nada
eu quero ser as furiosas
notas que soam no seu olhar
e destilar nos seus olhos minha dor
cheia de madrugadas
são como duas luas pardas
que vão abrindo a noite
iluminando o caminho
donde o segredo
brinca e se esconde.