No espelho vejo marcas no meu rosto
Cada linha é um mapa de desgosto
Mas há beleza naquilo que dói
Um eco que o silêncio constrói
Pisei no chão onde o tempo parou
O vento contou segredos que calou
Mas quem escuta o que não se vê
Senão quem aprende a renascer?
Coros elevam a dor a subir
Cada suspiro é um grito a insistir
Na vulnerabilidade há poder
Ser quebrado é melhor que não ser
A noite me abraça como confissão
Eu anseio a paz mas amo a confusão
Entre dissonâncias nasce a cor
É no caos que se inventa o amor
E se os olhos são oceanos do ser
Afogo-me mas escolho aprender
Nestas águas turvas quero dançar
Na melancolia que ousa me salvar
Coros elevam a dor a subir
Cada suspiro é um grito a insistir
Na vulnerabilidade há poder
Ser quebrado é melhor que não ser
A noite me abraça como confissão
Eu anseio a paz mas amo a confusão
Entre dissonâncias nasce a cor
É no caos que se inventa o amor
E se os olhos são oceanos do ser
Afogo-me mas escolho aprender
Nestas águas turvas quero dançar
Na melancolia que ousa me salvar