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Vergonha (part. Nex Daimond)

Dikamba Wa Ufolo

Vexame (feat. Nex Daimond)

Estou com receio (receio)
Receio
Dessa gente intrusa
Gente que acusa
Gente que não sabe ser gente, não

Chamaram-me feio (bué feio)
Bem feio
Nessa gente que abusa
Gente confusa
Gente que não tem compaixão

Essa gente é
Wawé, wawé, waé
Wawé, wawé, wawé
Essa gente é Kudibota

Wawé, wawé, waé
Wawé, wawé, wawé
Essa gente é Kudibota

Diz-me, quantos Ota Bengas terão de sofrer
Até saber que raça humana não passa de quimera
Quantos João Albertos terão de morrer
Para entender quem nem ar somos dentro dessa atmosfera

A carne do preto no mercado é mais barata
É a amostra que propaga a extinção da raça
Por isso essa gente não tem peso quando mata
Pois segue a demanda que se pede na praça

Olha pro seu cenário
Diz-me o quê que apresenta
Diga, se vê no espaço
Ou é só papagaio?

Repara o calendário
Que data lhe representa
Diz-me, 8 de Março
Ou 25 de Maio?

E a escolha duma delas
Para o um preto é nefasto
Porque nunca há fome
Se o capital não cobiça

Repara das janelas
A cor de todo holocausto
E questiona qual é nome
Sobre a nossa carniça?

Estou com receio (receio)
Receio
Dessa gente intrusa
Gente que acusa
Gente que não sabe ser gente, não

Chamaram-me feio (bué feio)
Bem feio
Nessa gente que abusa
Gente confusa
Gente que não tem compaixão

Essa gente é
Wawé, wawé, waé
Wawé, wawé, wawé
Essa gente é Kudibota

Wawé, wawé, waé
Wawé, wawé, wawé
Essa gente é Kudibota

Preto quer integração, prega universalismo
Porque o bem da sua barriga, vale mais que o bem comum
É só falta de noção desse falso humanismo
Opressão não é amiga, nunca fez-nos bem nenhum

E minha a prioridade
É colectividade
Pois, sozinho não se vai
Unidade é preciso

Quero é, comodidade
Pra minha comunidade
E mesmo que a gente cai
Levantamos com sorriso

E em nome de Sara Baartman
Que vocês ultrajaram
Entendem aqui a mensagem
Que meus ancestrais mandaram

Eu sou preto
Porque tinha que ser
Oxum sabe a meu respeito
Yemanja me fez nascer

Sou Preto porque o pintor
Pintava o incomum
E este tirava cor
Da tinta de Olorum

Me fiz da cabeça aos pés
E deixo o meu boletim
Humanos sejam vocês
Eu sou preto sim!

Estou com receio (receio)
Receio
Dessa gente intrusa
Gente que acusa
Gente que não sabe ser gente, não

Chamaram-me feio (bué feio)
Bem feio
Nessa gente que abusa
Gente confusa
Gente que não tem compaixão

Essa gente é
Wawé, wawé, waé
Wawé, wawé, wawé
Essa gente é Kudibota

Wawé, wawé, waé
Wawé, wawé, wawé
Essa gente é Kudibota

Vergonha (part. Nex Daimond)

Estou com medo (medo)
Medo
Dessa gente intrusa
Gente que acusa
Gente que não sabe ser gente, não

Me chamaram de feio (muito feio)
Bem feio
Por essa gente que abusa
Gente confusa
Gente que não tem compaixão

Essa gente é
Uau, uau, uau
Uau, uau, uau
Essa gente é Kudibota

Uau, uau, uau
Uau, uau, uau
Essa gente é Kudibota

Diga-me, quantos Ota Bengas terão que sofrer
Até saber que a raça humana não passa de quimera
Quantos João Albertos terão que morrer
Para entender que nem mesmo somos ar dentro dessa atmosfera

A carne do negro no mercado é mais barata
É a amostra que propaga a extinção da raça
Por isso essa gente não tem peso quando mata
Pois segue a demanda que se pede na praça

Olhe para o seu cenário
Diga o que ele apresenta
Diga, se vê no espaço
Ou é só um papagaio?

Repare no calendário
Que data lhe representa
Diga, 8 de Março
Ou 25 de Maio?

E a escolha entre uma delas
Para um negro é nefasta
Porque nunca há fome
Se o capital não cobiça

Repare pelas janelas
A cor de todo holocausto
E questione qual é o nome
Sobre a nossa carniça?

Estou com medo (medo)
Medo
Dessa gente intrusa
Gente que acusa
Gente que não sabe ser gente, não

Me chamaram de feio (muito feio)
Bem feio
Por essa gente que abusa
Gente confusa
Gente que não tem compaixão

Essa gente é
Uau, uau, uau
Uau, uau, uau
Essa gente é Kudibota

Uau, uau, uau
Uau, uau, uau
Essa gente é Kudibota

Negro quer integração, prega universalismo
Porque o bem da sua barriga vale mais que o bem comum
É só falta de noção desse falso humanismo
Opressão não é amiga, nunca nos fez bem algum

E minha prioridade
É a coletividade
Pois, sozinho não se vai
Unidade é preciso

Quero é comodidade
Para minha comunidade
E mesmo que a gente caia
Levantamos com sorriso

E em nome de Sara Baartman
Que vocês ultrajaram
Entendam aqui a mensagem
Que meus ancestrais mandaram

Eu sou negro
Porque tinha que ser
Oxum sabe a meu respeito
Yemanjá me fez nascer

Sou negro porque o pintor
Pintava o incomum
E este tirava cor
Da tinta de Olorum

Me fiz da cabeça aos pés
E deixo o meu boletim
Humanos sejam vocês
Eu sou negro sim!

Estou com medo (medo)
Medo
Dessa gente intrusa
Gente que acusa
Gente que não sabe ser gente, não

Me chamaram de feio (muito feio)
Bem feio
Por essa gente que abusa
Gente confusa
Gente que não tem compaixão

Essa gente é
Uau, uau, uau
Uau, uau, uau
Essa gente é Kudibota

Uau, uau, uau
Uau, uau, uau
Essa gente é Kudibota

Composição: Luis Gaieta