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Cachorro de Rua

Dikers

Perro Callejero

Sé que fuisteis los mejores,
que murieron ya las flores,
si nos dejasteis mil marrones
detestable.
Que luchasteis como cabrones
para conseguir un nombre,
y llegar a ser un hombre
relevante.
Y ahora entre algodones
nos planteas ser tus clones,
revivir tus emociones,
memorable.

Reflexiones de alcanfor,
yo no quiero ser tu otro yo,
si has buscado el pedigrí,
yo soy un perro callejero.

Vaya herencia nos vais dejando:
guerra, hambre, mierda y paro,
eso sí que lo tengo claro
deleznable.
Mi futuro en tu frente
y en tus oraciones siempre presente
y mi bolsillo de insovlente,
ni me hables.
Sois culpables de nuestros males,
mil promesas laborales
y luego somos eventuales.

Reflexiones de alcanfor,
yo no quiero ser tu otro yo,
si has buscado el pedigrí,
yo soy un perro callejero.

Quien ejerce el poder,
dime quén machaca a quién.
Contra toda vuestra presión,
ilusión e imaginación.

Voy a transgredir tus normas,
que donde las dan las toman,
y tu discurso entró en coma,
remediable.
Seré la maya en tus bromas,
y hasta el filo en tu loma
la anarquía de tu corona
al abordaje.
Seré tu dulce almorrana,
el espejo de tus canas
que por ti yo me llamo andana
despreciable.

Reflexiones de alcanfor,
yo no quiero ser tu otro yo,
si has buscado el pedigrí,
yo soy un perro callejero.

Quien ejerce el poder,
dime quién machaca a quién.
Contra toda vuestra presión,
ilusión e imaginación. (bis)

Cachorro de Rua

Sei que vocês foram os melhores,
que as flores já morreram,
se nos deixaram mil problemas
insuportáveis.
Que lutaram como uns idiotas
pra conseguir um nome,
e chegar a ser um homem
relevante.
E agora entre algodões
vocês querem que sejamos seus clones,
reviver suas emoções,
memorável.

Reflexões de naftalina,
eu não quero ser seu outro eu,
se você buscou pedigree,
eu sou um cachorro de rua.

Que herança vocês estão deixando:
guerra, fome, merda e desemprego,
isso eu tenho bem claro
repugnante.
Meu futuro na sua testa
e nas suas orações sempre presente
e meu bolso de insolvente,
nem me fala.
Vocês são culpados dos nossos males,
mil promessas de trabalho
e depois somos temporários.

Reflexões de naftalina,
eu não quero ser seu outro eu,
se você buscou pedigree,
eu sou um cachorro de rua.

Quem exerce o poder,
diga quem esmaga quem.
Contra toda a sua pressão,
ilusão e imaginação.

Vou transgredir suas regras,
que onde se dá, se toma,
e seu discurso entrou em coma,
remediável.
Serei a rede nas suas piadas,
e até a lâmina na sua loma
a anarquia da sua coroa
à deriva.
Serei sua doce hemorroida,
o espelho dos seus cabelos brancos
que por sua causa eu me chamo de andana
desprezível.

Reflexões de naftalina,
eu não quero ser seu outro eu,
se você buscou pedigree,
eu sou um cachorro de rua.

Quem exerce o poder,
diga quem esmaga quem.
Contra toda a sua pressão,
ilusão e imaginação. (bis)

Composição: