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Casa Pobre

Dino Franco e Mouraí

Casa Pobre

A minha casa longe do conceito nobre
É humildemente pobre, porém é muito feliz
O alicerce são dois esteios de gancho
É mais simples do que um rancho, que a sociedade diz
Suas paredes fecham poucas dependências
Cozinha quarto e dispensa, mas dá bem pra se viver
A cobertura é feita de tábua trincada
Onde minha namorada, toda noite vem me ver

E prosseguindo preste atenção meu amigo
A namorada que eu digo, não é mulher não senhor
Pra ser mais claro, eu a amo de verdade
Porque nunca fez maldade, para este morador
Ela me ama me inspira, me adora
E quando ela vai embora, não demora regressar
É a Lua branca toda esbelta meiga e pura
Que me abraça com ternura, e me convida a sonhar

A minha casa fica bem junto à cascata
Onde os rumores da mata, é um hino matinal
É casa pobre como é pobre seu dono
Não tem luxo de mordomo, tudo é muito original
Os caminheiros que apontam na estrada
Por certo fazem caçoada, deste pobre João Ninguém
É uma casinha simplezinha e esquisita
Mas quem me fizer visita, juro que é dono também, dono Também

Casa Pobre

Mi casa lejos del concepto noble
Es humildemente pobre, pero muy feliz
Los cimientos son dos pilares de gancho
Es más simple que un rancho, según la sociedad
Sus paredes cierran pocas dependencias
Cocina, habitación y despensa, pero es suficiente para vivir
El techo está hecho de tablas agrietadas
Donde mi novia, cada noche viene a verme

Y continuando, presta atención amigo mío
La novia de la que hablo, no es una mujer, no señor
Para ser más claro, la amo de verdad
Porque nunca ha hecho maldad, para este habitante
Ella me ama, me inspira, me adora
Y cuando se va, no tarda en regresar
Es la Luna blanca, delicada, tierna y pura
Que me abraza con ternura, y me invita a soñar

Mi casa está justo al lado de la cascada
Donde los sonidos de la selva son un himno matutino
Es una casa pobre como su dueño
No tiene lujos de mayordomo, todo es muy original
Los caminantes que señalan en la carretera
Seguramente se burlan de este pobre Juan Nadie
Es una casita sencilla y extraña
Pero quien me visita, juro que también es dueño, también es dueño

Composição: Dino Franco