Davaj, Avariya!
Bum-bum v golove, pered glazam i pelena.
Eti dolgie nochi bez sna.
Uprugij ritm probivaet telo,
No ya sam hotel togo, chego ya delayu.
Pozdno spat', rano prosypat'sya,
Davaj tantsevat' esche net dvenadtsati,
Net prichin, chtob uvernut'sya v storonu,
Net zhelaniya motat'sya po gorodu.
Den', noch' - vse peremeshalos'.
Zdes' proch' rubashku, chtoby ne meshala -
Pust' budet serdtse moe otkrytym,
Pochuvstvuet ritm.
Pust' dinamik v dushu mne basit -
Eto bien'e dobavit mne sil.
Poka ne stanet rano mne ne pora,
Togda davaj, podvigaj nogami,
Chtob ruki letali nad golovami.
Ne stoj, ne dumaj, a pomogaj mne.
Davaj, Avariya! E-e-e!
Davaj, Avariya! Davaj, Avariya!
Nikto ne govorit, chto zdes' glohnut, slepnut.
Oni naoborot vse roslye, krepkie,
Vse velikolepno plotno slepleny,
Srednih let, probuyut, trebuyut
Stil'nyh tem - novyh, staryh,
Pobol'she ritmov - modnyh, strannyh,
Pod tyazhest'yu akkordov - rovnyh, rvanyh,
Tantsevat' na ravnyh.
Davno pora ustanovit'
Telo polu poperek,
Shag vpravo, shag vlevo, nazad, shag vpered,
Shag na meste, komu chto nravitsya,
I snova otboj ot subboty do pyatnitsy.
Start, vzlet, noch' na perevale,
Zdes' vse s toboj, vse kto popal v Avariyu.
Ty pomogaj pilotu na etoj vzletnoj polose.
Letayu, zal stal mal mne,
Ego nedavno hvatalo vpolne.
Ne stoj, ne dumaj, a pomogaj mne.
Davaj Avariya! E-e-e!
Shag vpered, nazad, vlevo, vpravo.
Shag vpered, nazad, vlevo, vpravo.
Shag vpered, vperedi Avariya idet!
Avariya lyubi ritm,
I ty vnutri ves' nachinen dinamitom.
Poroh zhdet svoej minuty tebe na zlo.
Vzorvat' ego zdes' - nashe remeslo.
Etot pozdnij chas, etot dobryj sound,
Skoro i ty uletaesh' k nebesam...
Golovokruzhen'e.
Tantsuj so mnoj, sozdaj dvizhenie.
Vamos, Avaria!
Bum-bum na cabeça, na frente dos olhos e na pele.
Essas longas noites sem dormir.
O ritmo pulsante invade o corpo,
Mas eu mesmo quis isso, o que eu faço.
Tarde pra dormir, cedo pra acordar,
Vamos dançar antes das doze,
Sem motivo pra olhar pra trás,
Sem vontade de ficar rodando pela cidade.
Dia, noite - tudo se misturou.
Aqui, tiro a camisa pra não atrapalhar -
Deixa meu coração aberto,
Sentindo o ritmo.
Deixa o som vibrar na minha alma -
Esse barulho me dá força.
Enquanto não for cedo, não é hora,
Então vamos, mova os pés,
Pra que as mãos voem sobre as cabeças.
Não pare, não pense, só me ajude.
Vamos, Avaria! E-e-e!
Vamos, Avaria! Vamos, Avaria!
Ninguém diz que aqui tá tudo parado, cego.
Eles, ao contrário, são todos altos, fortes,
Todos maravilhosamente moldados,
Na meia-idade, vão, exigem
Temas estilosos - novos, antigos,
Mais ritmos - modernos, estranhos,
Sob o peso dos acordes - suaves, rasgados,
Dançar na linha reta.
Já passou da hora de estabelecer
O corpo meio de lado,
Passo pra direita, passo pra esquerda, pra trás, passo pra frente,
Passo parado, quem gosta, gosta,
E de novo, a folga de sábado a sexta.
Começo, decolagem, noite na virada,
Aqui tá todo mundo com você, todos que caíram na Avaria.
Você ajuda o piloto nessa pista de decolagem.
Voando, o espaço ficou pequeno pra mim,
Recentemente, ele me segurava bem.
Não pare, não pense, só me ajude.
Vamos, Avaria! E-e-e!
Passo pra frente, pra trás, pra esquerda, pra direita.
Passo pra frente, pra trás, pra esquerda, pra direita.
Passo pra frente, a Avaria vem!
Avaria ama o ritmo,
E você tá dentro, todo cheio de dinamite.
A pólvora espera seu momento pra te pegar.
Explodir aqui - é nosso ofício.
Essa hora tardia, esse som bom,
Logo você vai voar pros céus...
Tontura.
Dance comigo, crie movimento.