Não para
Devagar
Ponho o carro, tiro o carro
Quando eu quiser
Que garagem apertadinha
Que doçura de mulher
Lá na rua onde eu moro, conheci uma vizinha
Sozinha à noite, sempre tão cheirosinha
Olha, fala baixinho, chega perto sem avisar
Disse: Entra com cuidado, e eu deixei-me levar
Ponho o carro, tiro o carro
Sem ninguém reparar
Tiro cedo, ponho à noite
Só pra voltar a entrar
Ponho o carro
Ponho o carro, tiro o carro
Sem ninguém reparar
Tiro cedo, ponho à noite
Só pra voltar a entrar
Ponho o carro
Garagem fica apertada, mas ninguém quer sair
Quanto mais eu fico dentro, mais vontade de repetir
Corpo suado
Corpo cola
Respiração a subir
Devagar, sem pressa
Deixa o tempo fluir
Meu carro tem atrelado, mas nem penso nisso agora
Quando entro nessa garagem, o resto fica lá fora
Porta fecha devagarinho, ninguém pode ouvir
Mas lá dentro o silêncio começa a ferver
Ponho o carro, tiro o carro
Toda noite sem parar
Cada vez mais apertada
Mais difícil de largar
Ponho o carro
Ela diz: Fica mais um pouco
E eu não sei dizer que não
Essa garagem escondida
Já virou tentação
Quando a frente não dá jeito, tu já sabes como é
Dou a volta bem devagar e entro por onde quiser
Ponho o carro, tiro o carro
Até o dia nascer
Quanto mais eu uso aquilo
Mais vontade de voltar a fazer
Toda noite, toda noite
Sem ninguém desconfiar
Essa garagem da vizinha
Não me deixa escapar