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Verão de Miholj

Djordje Balasevic

Miholjsko leto

Do pola jedan je bila na èasu klavira...
Onda korakom merila grad...
I usput gledala izloge...
Pardon... Svoj odraz u njima...
U kosi još, poput venca, ona molska kadenca...
Mala vraèka da upravo tad...
Uz "caffe Kibic" polagano nadoðe On...
Kao plima...

Tajne su tu zato da ih neko nasluti...
Postoji reè koja vredi tek kad se odæuti...
Bogu je kanuo èaj... Svud je prsnuo sjaj...
Jedan platan æe ostati zlatan...
Ona kroz smeh èvrsto svoju kajdanku stišæe...
Ne drhti On... To je samo to uvelo lišæe...
Blaženo Miholjsko Leto...
Jedno i sveto za njih...

A On je nosio naglas svojih Skoro Osamnaest...
Sve èešæe mu govore "Vi"...
Begeš u grudima udara...
Bije u bronzane žice...
U džepu sretni staklenac... Ko ono novèiæ i zdenac...
Mala vraèka da nestanu svi...
A Ona bane ko lupež... I prospe mu kosu u lice...

Kao osrednji klošar, malo prosed... I prostar...
Na uglu sam zastao sam...
Ne tako dobar oktobar...
I misli sve... U "ruskom štimu"...
A onda shvatih, na prepad... Da te volim, ko nekad...
Vreme samo raspiruje plam?
U meni "miholjsko leto"... To prkosno sunce pred zimu...

Verão de Miholj

Era uma da tarde, ela estava na aula de piano...
Então, medindo a cidade com seus passos...
E, no caminho, olhava as vitrines...
Desculpe... Seu reflexo nelas...
No cabelo ainda, como uma coroa, aquela cadência molhada...
A pequena bruxa que, justo naquele momento...
Perto do "café Kibic", ele apareceu devagar...
Como uma maré...

Os segredos estão ali para alguém adivinhar...
Tem uma palavra que só vale quando se cala...
Deus tomou um chá... O brilho estourou por toda parte...
Um plátano vai ficar dourado...
Ela, rindo, aperta firme seu caderno...
Ele não treme... É só a folhagem murcha...
Bendito Verão de Miholj...
Um só e sagrado para eles...

E ele carregava a voz de seus Quase Dezoito...
Cada vez mais, falam "Senhor" para ele...
O coração bate forte no peito...
Ritmo nas cordas de bronze...
No bolso, um frasco feliz... Como uma moeda e um poço...
A pequena bruxa que faz todos sumirem...
E ela aparece como uma ladra... E joga o cabelo dele no rosto...

Como um vagabundo mediano, um pouco grisalho... E desleixado...
Na esquina, eu parei...
Não era um outubro tão bom...
E todos os pensamentos... No "estilo russo"...
E então percebi, de repente... Que eu te amo, como antes...
O tempo só alimenta a chama?
Dentro de mim, "verão de miholj"... Esse sol teimoso antes do inverno...