Morao sam da se odselim
Prolaze gradom umorne bivse lepojke
iz moje slatke mladosti.
Skrivaju bore, s linijom se bore,
vreme im smislja pakosti.
Najbolji momci sa korzoa, mladi lavovi,
mangupi, ugursuzi,
sad su soferi, magacioneri,
kriju ih mracni bircuzi.
I kad o tome razmislim,
ja sam kriv sto zivim s tim.
Morao sam da se odselim,
da se davno izgubim.
I da se nikad ne vratim,
da ih onakve zapamtim,
morao sam da se odselim
kad mi je bilo dva'estri.
I ja sam bio decko s gitarom, mali car,
sasavi boem za sve njih.
Decko s gitarom, danas decko s honorarom
koji ga odvaja od svih.
I kad o tome razmislim,
ja sam kriv sto zivim s tim...
Tive que me mudar
Passando pela cidade, com a ex-namorada
Da minha doce juventude.
Escondendo as rugas, lutando com a linha,
O tempo inventa suas maldades.
Os melhores caras do calçadão, jovens leões,
Malandros, vagabundos,
Agora são motoristas, estoquistas,
Escondidos em bares escuros.
E quando penso sobre isso,
Eu sou o culpado por viver assim.
Tive que me mudar,
Para me perder há muito tempo.
E para nunca mais voltar,
Para lembrá-los assim como eram,
Tive que me mudar
Quando eu tinha vinte e três.
E eu era o garoto com a guitarra, um pequeno rei,
Um boêmio desajeitado para todos eles.
Garoto com a guitarra, hoje garoto com um cachê
Que o separa de todos.
E quando penso sobre isso,
Eu sou o culpado por viver assim...