Avidez
Nunca estuvieron cerradas
Ojalá sepultadas
Quisiera decir que llenas de polvo
Pero son leídas en voz alta o a mi modo
La tinta sigue siendo negra, el papel es otro tema
Ya no es el mismo blanco, un amarillento dilema
Las palabras no cambian
Pero el peso aumenta cada año
Aunque como la primera leída
Causan cierto daño
Supongo que somos como el papel
El tiempo nos jode a simple vista
Aunque los adjetivos cambie
El contenido sigue siendo el más realista
Las leo con tu voz esa que ya olvidé
Al menos tengo tus palabras
O eso piensa mi avidez
Supongo que somos como el papel
El tiempo nos jode a simple vista
Aunque los adjetivos cambien
El contenido sigue siendo el más realista
Ganância
Nunca estiveram fechadas
Quem dera enterradas
Queria dizer que cheias de poeira
Mas são lidas em voz alta ou do meu jeito
A tinta continua preta, o papel é outra história
Já não é o mesmo branco, um dilema amarelado
As palavras não mudam
Mas o peso aumenta a cada ano
Embora como a primeira leitura
Causam certo dano
Acho que somos como o papel
O tempo nos fode à primeira vista
Embora os adjetivos mudem
O conteúdo continua sendo o mais realista
Leio com sua voz, aquela que já esqueci
Pelo menos tenho suas palavras
Ou é isso que pensa minha ganância
Acho que somos como o papel
O tempo nos fode à primeira vista
Embora os adjetivos mudem
O conteúdo continua sendo o mais realista
Composição: Alfredo Galàn