Espumas
Amores que se fueron
amores peregrinos
amores que se fueron
dejando en tu alma
negros torbellinos
Igual que las espumas
que deja el ancho río
se van tus ilusiones
siendo destrozadas
por el remolino
Espumas que se van
bellas rosas viajeras
se elevan en danzantes
y pequeños copos
formando el paisaje
Ya nunca volverán
las espumas viajeras
como las ilusiones
que te depararon
dichas pasajeras
Espumas tembladoras
de aguas fugitivas
van retratando amores
y bellos recuerdos
que deja la vida
Se trenzan en coronas
de blancos azahares
de rosadas diademas
cuando llevan flores
de las siemprevivas
Espumas que se van
bellas rosas viajeras
se elevan en danzantes
y pequeños copos
formando el paisaje
Ya nunca volverán
las espumas viajeras
como las ilusiones
que te depararon
dichas pasajeras.
Espumas
Amores que se foram
amores peregrinos
amores que se foram
deixando na sua alma
negros redemoinhos
Igual às espumas
que deixa o largo rio
vão suas ilusões
sendo despedaçadas
pelo redemoinho
Espumas que se vão
belas rosas viajantes
se elevam em dançantes
e pequenos flocos
formando a paisagem
Já nunca voltarão
as espumas viajantes
como as ilusões
que te trouxeram
alegrias passageiras
Espumas tremulantes
de águas fugitivas
vão retratando amores
e belas memórias
que a vida deixa
Se entrelaçam em coroas
de brancos laranjais
de rosadas diademas
quando levam flores
das sempre-vivas
Espumas que se vão
belas rosas viajantes
se elevam em dançantes
e pequenos flocos
formando a paisagem
Já nunca voltarão
as espumas viajantes
como as ilusões
que te trouxeram
alegrias passageiras.
Composição: Jorge Villamil