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Nó Na Garganta

Edison Santos

Estou só, lembrando momentos, revivendo nós
Sentimento de ter você aqui, ouvindo a sua voz
Me enganei, os dias passaram e eu continuo aqui
Na solidão, com esse nó que não me deixa partir

Tento dizer que já te esqueci
Mas o silêncio grita por ti
A porta fechada, o tempo parou
No rastro da sombra que você deixou

E esse nó que não desata
Onde o silêncio é o que me maltrata
Gritei seu nome pro nada ouvir
Mas o eco insiste em te trazer aqui

A xícara fria em cima da mesa
A casa cheia de incerteza
Tento o caminho pra te esquecer
Mas cada passo me leva a você

E esse nó que não desata
Onde o silêncio é o que me maltrata
Gritei seu nome pro nada ouvir
Mas o eco insiste em te trazer aqui

Procuro seu rosto em cada esquina
Essa saudade é a minha sina
O peito apertado não quer me soltar
Enquanto eu tento me encontrar

O relógio não para, mas eu parei
No nó da garganta, no que não te falei
Eu continuo aqui
Ainda estou aqui

Composição: Edison Santos