Vida Vulnerable
Des de quin lloc m’envolaré demà?
Tu vas i vens i mai no quedo sol
Que m’has donat un cec impuls de vol
I quasi mort encara puc volar
Tinc mar, tinc foc, tinc platges on estar
Prenent el sol nocturn que ens correspon
Anem al bar a deixondir la son
Beguem fernet amb mots de par enllà
Vindran els focs a dir que no som res
I no som res excepte el guspireig
D’aquesta hora viscuda amb tant de pes
Posem paranys per enganyar la nit
Siguem tan sols un vague somnieig
De vida vulnerable: Crit escrit
Vida Vulnerável
De onde eu vou voar amanhã?
Você vai e vem e eu nunca fico só
Você me deu um impulso cego pra voar
E quase morto ainda posso voar
Tenho mar, tenho fogo, tenho praias pra ficar
Tomando o sol noturno que nos pertence
Vamos ao bar pra espantar o sono
Bebendo fernet com palavras de lá
Virão os fogos pra dizer que não somos nada
E não somos nada, exceto o brilho
Dessa hora vivida com tanto peso
Vamos armar armadilhas pra enganar a noite
Sejamos apenas um vago sonho
De vida vulnerável: Grito escrito
Composição: Eduard Iniesta, Joan Vinyoli