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Nem mesmo as flores

Eduardo Darnauchans

Ni Siquiera Las Flores

No maldigas el alma que sé ausentar dejando la memoria del suicida
Quién sabe qué oleajes, qué tormentas, lo alejaron de las playas de la vida

Un día, cuando decidas marcharte
Cuando no haya devolución
Enfrentando el camino solo irás
Por el callejón

Nadie te esperará
Nadie te mirará
Nadie te esperará
Nadie te mirará

Luego, en reducido encierro
Tus huesos estarán
Vendrán a visitarte el día, la tarde
La noche

Nadie te esperará
Nadie te mirará
Nadie te esperará
Nadie te mirará

Y vendrán las flores
Y vendrán las flores
Y vendrán las flores
Y vendrán las flores
Y vendrán las flores
Y vendrán las flores

Pero sin pituitaria, sin ojos
Sin oídos, sin músculos, sin voz
Las flores no podrán alegrarte
La razón

Nadie te esperará
Nadie te mirará
Nadie te esperará
Nadie te mirará

Un día, un día
Un día, un día
Un día, un día
Un día, un día

Nem mesmo as flores

Não amaldiçoe a alma que sabe partir, deixando para trás a lembrança do suicídio
Quem sabe que ondas, que tempestades, o levaram para longe das praias da vida

Um dia, quando você decidir partir
Quando não há reembolso
Você seguirá sozinho pelo caminho
No beco

Ninguém vai esperar por você
Ninguém vai olhar para você
Ninguém vai esperar por você
Ninguém vai olhar para você

Então, em confinamento reduzido
Seus ossos serão
Eles virão te visitar durante o dia, à tarde
A noite

Ninguém vai esperar por você
Ninguém vai olhar para você
Ninguém vai esperar por você
Ninguém vai olhar para você

E as flores virão
E as flores virão
E as flores virão
E as flores virão
E as flores virão
E as flores virão

Mas sem a glândula pituitária, sem olhos
Sem orelhas, sem músculos, sem voz
As flores não vão conseguir te animar
A razão

Ninguém vai esperar por você
Ninguém vai olhar para você
Ninguém vai esperar por você
Ninguém vai olhar para você

Um dia, um dia
Um dia, um dia
Um dia, um dia
Um dia, um dia